terça-feira, 2 de maio de 2017

BALANÇO DE GESTÃO

Trump: os cem dias de governo do mais polêmico presidente dos EUA
Trump autorizou um bombardeio naval contra a cidade síria de Shayrat (Foto: Flickr/Gage Skidmore)

Faz cem dias que o empresário Donald Trump tomou posse como o 45º presidente dos Estados Unidos. No mesmo dia em que assumiu o cargo, em 20 de janeiro deste ano, ele demonstrou a disposição de tomar medidas marcadas pelo comportamento polêmico que demonstrou tanto no âmbito empresarial quanto na corrida pela casa Branca contra Hillary Clinton.

A primeira medida do presidente recém-empossado foi “rasgar” o programa de saúde criado por seu antecessor, o popular “Obamacare” — que Trump considerava um fardo econômico para o país. A partir de então, o novo presidente inaugurou um período de frases e ações tão controversas quanto temerárias. “Tudo começa hoje”, decretou. “A partir de agora a América em primeiro lugar”, disse ele ao anunciar a construção de um muro na fronteira com o México. “Vamos unir o mundo contra o terrorismo islâmico e varrê-lo da face da terra”, foi a frase dita quando baniu a entrada de cidadãos de sete países de orientação religiosa muçulmana nos Estados Unidos.

A metralhadora giratória de Trump fez com que ele retirasse o país da Parceria Transpacífico — um acordo de livre-comércio assinado um ano antes por Barack Obama com outras onze nações — e ainda autorizou a construção de oleodutos em terras indígenas, em Keystone e Dakota.

A política internacional também é alvo das controvérsias do marido de Dona Melania: diante de jornalistas de todo o mundo, ele evitou um aperto de mão com a chanceler alemã, Angela Merkel. Trump ainda surpreenderia o mundo — e seus parceiros mais próximos — ao autorizar um bombardeio naval contra a cidade síria de Shayrat. A medida foi em resposta ao ataque químico contra civis supostamente promovido pelo governo do ditador Bashar al-Assad.

Poucos dias depois, Trump resolveu mexer em vespeiro — de uma vez por todas — ao elevar ao nível máximo a tensão com Kim Jong un, o ditador de plantão da Coreia do Norte — equivocadamente batizada de República Popular Democrática da Coreia, visto que não é popular nem democrática.

Esta semana, parece que ele resolveu “maneirar” nas atitudes intempestivas ao prometer ao presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, e ao primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que não vai retirar o país do Nafta — o tratado comercial envolvendo os três países.

Segundo a Casa Branca, “os lideres dos três países concordaram em avançar rapidamente, seguindo os procedimentos exigidos, para permitir a renegociação do bloco”. Para Trump, o resultado final fará os três países mais fortes e melhores.

Importante destacar o lado liberal do presidente americano que reduziu de 35% para 15% o imposto de renda para as empresas e de 39,6% para 30% para as pessoas físicas. Trump aposta que esta medida fará a economia “bombar” no médio prazo, mesmo retirando US$ 600 bi em impostos no primeiro momento.

Polêmica, teu nome é Donald Trump.Claudio Carneiro

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