segunda-feira, 1 de maio de 2017

CRISE MIGRATÓRIA - Como integrar refugiados às comunidades locais?

A perspectiva para a maioria dos refugiados é sombria (Foto: Manú Gomez/FotoMovimiento)

A crise migratória na Europa em 2015 logo se transformou em uma questão moral. Os liberais acolheram os refugiados com generosidade, enquanto os xenófobos advertiram para o perigo do caos e do terrorismo. Os barcos que desembarcaram sírios e afegãos nas ilhas gregas causaram um conflito com graves consequências para a União Europeia (UE).

Mas o tema de Refuge: Transforming a Broken Refugee System de Alexander Betts e Paul Collier é mais específico, ao abordar a situação de 86% dos refugiados que vivem em países mais pobres. A perspectiva para a maioria é sombria. Sessenta e cinco milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas por causa de guerras ou perseguições, o que provocou a maior crise humanitária no mundo desde a Segunda Guerra Mundial. Desses refugiados cerca de metade vive no exílio há mais de cinco anos sem oportunidades de trabalho e educação.

Ao visitarem uma zona econômica especial na Jordânia em 2015, uma região com uma legislação de direito econômico e tributário diferente do resto do país criada para atrair capital e incentivar o desenvolvimento econômico perto de Zaatari, um acampamento de refugiados, Betts e Collier tiveram uma ideia para integrar esses refugiados à comunidade local. O acampamento tinha uma mão de obra enorme à espera de uma chance de encontrar trabalho, enquanto a zona precisava de trabalhadores.

Para testar sua ideia, Betts e Collier ajudaram a criar um projeto-piloto na Jordânia, com o apoio de concessões comerciais da UE, de alguns países ocidentais e da rede inglesa de supermercados Asda, cujos fornecedores contrataram refugiados na zona especial. Soluções diferentes se aplicam a outros países. Em algumas regiões da África, por exemplo, os refugiados podem receber terras ​​para cultivar.

Apesar do tema interessante e atual, Refuge tem problemas de edição de texto, com repetições e erros, como o limite imposto por Merkel aos refugiados. Ou o argumento discutível que o fluxo de refugiados na Europa foi responsável ​​pela aprovação do referendo da saída do Reino Unido da UE. Porém, isso não diminui o aspecto humanitário do livro que põe no cerne da discussão o futuro de adultos, jovens e crianças que vivem no exílio em condições terríveis.The Economist

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