segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ISRAEL- Benjamin Netanyahu é investigado por fraude e suborno

Netanyahu é suspeito nos casos '1000' e '2000' (Foto: Kremlin)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi incluído como suspeito em duas investigações de “fraude, quebra de confiança e suborno”, informou a polícia do país. Netanyahu nega qualquer irregularidade cometida.

A polícia israelense ainda confirmou que o ex-assessor de gabinete de Netanyahu, Ari Harow, assinou um acordo com promotores de Justiça e testemunhará contra o primeiro-ministro. Ele trabalhou com Netanyahu por dois anos, a partir de 2008, e retornou ao cargo ano passado. Depois, renunciou em meio a acusações de corrupção. As negociações para depor terminaram nesta sexta-feira, 4.

Netanyahu é suspeito nos casos “1000” e “2000”. O primeiro envolve o produtor de Hollywood israelense Arnon Milchan, que teria oferecido presentes de luxo à mulher do primeiro-ministro, Sara Netanyahu, enquanto o segundo inquérito é relacionado a tentativas de influenciar a cobertura da mídia do caso. Há, ainda, um terceiro inquérito, chamado de “3000”, sobre acusações de propina para a compra de submarinos alemães.

É a primeira vez que Netanyahu é publicamente listado como suspeito. Ele afirma que as investigações são uma tentativa de derrubar seu governo. “Nós rejeitamos completamente as declarações infundadas contra o primeiro-ministro. A campanha para mudar o governo está em curso, mas está destinada a falhar por uma razão simples: não haverá nada pois não houve nada”, disse um comunicado do governo.

Na quinta-feira, 3, a polícia israelense entrevistou Sara Netanyahu em um caso separado, que apura despesas da residência do primeiro-ministro. Em maio, a imprensa do país afirmou que a polícia havia recomendado levar Sara aos tribunais, mas não seu marido, a história que ficou conhecida como “O caso das residências do primeiro-ministro”.

Em 2015, Sara foi interrogada após alegações de que o casal teria gasto dinheiro público com móveis de jardim e reparações elétricas em sua casa particular em Cesarea, no Oeste de Israel.The Guardian

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