sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ITÁLIA - O perigo de Veneza se tornar a próxima Disneylândia

Os locais são inundados com os cerca de 20 milhões de turistas que aparecem todos os anos

A trilha sonora de Veneza hoje é a das rodinhas das malas de viagem. O turismo na cidade é tão grande, que é difícil encontrar os pontos turísticos e hoje 2,5 mil hotéis substituem as antigas moradias de arquitetura antiga. O governo italiano lamenta o que eles chamam de “turismo de baixa qualidade”. Considera-se agora limitar o número de turistas que entram na cidade e que visitam os pontos turísticos.

O ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, critica os cruzeiros que chegam a Veneza. “Você sai do barco e tem duas ou três horas para seguir alguém segurando uma bandeira que segue de Piazzale Roma à Ponte di Rialto e San Marco, para depois voltar”, diz Franceschini.

Os pontos da cidade são inundados com os cerca de 20 milhões de turistas que aparecem todos os anos. O ministro também acha péssimo que os cruzeiros passem em frente a praça San Marco. É “um espetáculo inaceitável”, critica Franceschini.

No entanto, são estes mesmos cruzeiros que trazem dinheiro e criam empregos na cidade. Mas se por um lado há várias lojas de souvenir, é difícil encontrar uma loja local de um jovem empreendedor. Afinal, os jovens estão indo embora. Muitos dos locais vão para Castello, parte da cidade que é longe da praça San Marco, para ter um pouco de vida normal.

Com tantos hotéis espalhados pela cidade, Veneza não consegue lavar tanta toalha e roupa de cama suja. As peças têm que ser levadas de barco para Tronchetto, uma ilha artificial.

Durante um final de semana ao ano, os venezianos voltam à cidade para a Festa Del Redentore. Eles bebem vinho em bancos próximos ao Grand Canal e assistem um espetáculo de fogos de artifício.The New York Times

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