domingo, 6 de agosto de 2017

VENEZUELA CRISE 3

Panamá concede asilo a dois magistrados venezuelanos que solicitaram proteção

Imagem do vice-presidente do Panamá, Luis Miguel Hincapié, na última terça-feira, 01, quando o governo panamenho avaliava se retiraria seu embaixador da Venezuela. O país decidiu hoje dar asilo a dois magistrados venezuelanos. EFE/Alejandro Bolívar

O Panamá concedeu asilo a dois magistrados venezuelanos, designados pelo parlamento, que ingressaram na residência e missão diplomática do seu embaixador em Caracas para solicitar proteção no país centro-americano, informou nesta sexta-feira o Ministério de Relações Exteriores panamenho.

Em um comunicado, a chancelaria indicou que se trata do magistrado suplente e advogado da Procuradoria Geral da Venezuela, Gustavo Sosa Izaguirre, e o magistrado suplente da Sala Politico-Administrativa do Tribunal Supremo de Justiça, Manuel Antonio Espinoza Melet, que solicitaram proteção perante a crise que assola a Venezuela.

"Em solidariedade ao povo venezuelano, e após a formalização da sua petição, o governo do Panamá respondeu positivamente à solicitação de asilo politico de ambas autoridades judiciais", esclareceu a entidade panamenha.

A chancelaria do Panamá reiterou ao governo do presidente Nicolás Maduro a necessidade de "deter as ações e negociar uma saída política" no marco da Constituição venezuelana vigente.

O comunicado não detalhou se os magistrados venezuelanos viajarão para o Panamá ou permanecerão na residência do embaixador Miguel Mejías.

"Outorgamos asilo a magistrados em solidariedade ao povo venezuelano. Neste momento, eles precisam do apoio da comunidade internacional", ressaltou em uma mensagem a vice-presidente e chanceler panamenha, Isabel Saint Malo, que já havia anunciado que o Panamá estuda a retirada do seu embaixador na Venezuela.

Da mesma forma que o Panamá, a embaixada do Chile em Caracas também recebeu um grupo de seis políticos nomeados pelo parlamento, de maioria opositora, que ingressaram na residência diplomática solicitando "proteção".

Um documento da chancelaria chilena emitido ontem apontou que a residência do diplomata em Caracas mantém seis cidadãos venezuelanos na qualidade de hóspedes.

No último dia 21 de julho, a oposição venezuelana aprovou as designações de novos magistrados semanas depois de a procuradora-geral, Luisa Ortega, impugnar sem sucesso as nomeações de 33 juízes que agora ocupam as poltronas do Supremo, por supostas irregularidades no seu processo de eleição.

Estes juízes em exercício foram designados pelo parlamento, quando este era de maioria chavista, em um processo relâmpago completado em poucos dias, logo após a vitória opositora nas eleições legislativas de 2015.

Após a eleição dos novos 33 juízes, o Supremo advertiu aos recém-nomeados que estavam incorrendo em "delitos de traição à pátria" e pediu "medidas de coerção" contra todos os que participaram dos supostos crimes.EFE

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