sexta-feira, 4 de agosto de 2017

VENEZUELA CRISE

OEA exclui Venezuela de reunião interamericana de autoridades eleitorais

EFE/Lg Miller

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, anunciou nesta quinta-feira que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela não será convocado à Reunião Interamericana de Autoridades Eleitorais de Cartagena, na Colômbia, em outubro.

"Um órgão eleitoral que demonstrou estar a serviço de um regime ditatorial não pode ser convidado para sentar-se na mesa da democracia hemisférica", indicou Almagro em um comunicado.

"A parcialidade que caracterizou a CNE da Venezuela prejudicou as possibilidades de uma saída democrática à crise. Longe de ser um fiador, manipulou resultados e vulnerou os direitos políticos dos venezuelanos", acrescentou.

A decisão de não convidar a Venezuela à reunião anual das máximas autoridades eleitorais da região, que a OEA organiza desde 2003, foi tomada pela Secretaria Geral, liderada por Almagro, segundo informaram à Agência Efe fontes do organismo.

A reunião, que neste ano acontecerá nos dias 26 e 27 de outubro, tem como objetivo que os tribunais eleitorais dos países da região troquem experiências e conhecimentos.

O anúncio da exclusão da autoridade eleitoral da Venezuela chega depois que Almagro, que foi muito crítico com essa instituição, disse ontem que houve fraude nas eleições para Assembleia Nacional Constituinte do último domingo.

"Foi confirmada a maior fraude eleitoral da história da América Latina em percentagem e milhões de eleitores", escreveu Almagro em sua conta no Twitter, depois que a empresa encarregada da contagem de votos, a Smartmatic, denunciou que houve "manipulação" do dado de participação.

O governo da Venezuela pediu em abril sua saída da OEA após a convocação de uma reunião de chanceleres sobre a crise do país contra sua vontade, mas essa não será efetivada até 2019, razão pela qual até então é membro com plenos direitos e deveres.

No último dia 26 de julho, um grupo de 13 países da OEA pediu em uma declaração conjunta a suspensão do processo da Constituinte porque "implicaria no desmantelamento definitivo da institucionalidade democrática".EFE

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