quinta-feira, 7 de junho de 2018

MUDANÇAS NA GEOPOLÍTICA

Itália ameaça se afastar de aliados europeus

Advogado sem experiência política, Conte tomou posse na semana passada (Foto: Twitter/Giuseppe Conte)

O novo primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, ameaça afastar seu país de aliados da União Europeia e aproximá-lo da Rússia.

Eleito pela coalizão formada entre o partido anti-establishment Movimento 5 Estrelas e a Liga, uma legenda de extrema-direita, Giuseppe Conte tomou posse na última sexta-feira, 1, após quase três meses de intensa negociação no Parlamento para a formação de um novo governo.

Na última terça-feira, 5, em seu primeiro discurso ao Senado italiano, Conte destacou as prioridades de sua gestão, que incluem a defesa do fim das sanções europeias à Rússia, a repressão à imigração ilegal e o fim das políticas de austeridade no país.

Conte recebeu o voto de confiança do Senado e a expectativa é que seja aprovado pela Câmara em breve. No sistema de governo italiano, o primeiro-ministro precisa da aprovação das duas Casas para oficializar a formação de governo.

Advogado sem experiência política, Conte disse que seu governo vai “promover uma revisão no sistema de sanções” em reuniões com outros líderes da União Europeia. “Seremos ativistas da abertura para a Rússia. Uma Rússia que consolidou seu papel internacional nos últimos anos em várias crises políticas. Vamos promover a revisão das sanções, a começar por aquelas que humilham a sociedade civil russa”, disse Conte.

As declarações de Conte em relação à Rússia ocorrem num momento em que o presidente russo, Vladimir Putin, visita a vizinha italiana Áustria, cujo governo conservador de direita também advoga pelo estreitamento de laços com Moscou.

Além de Itália e Áustria, outros regimes de extrema-direita vêm se alastrando pela Europa, como é o caso da Hungria, onde o primeiro-ministro Viktor Orban, vem reprimindo a sociedade civil, e da Polônia, onde a gestão do partido Lei e Justiça vem promovendo uma controversa reforma ministerial que pode dar ao governo influência política sobre juízes e tribunais.The Independent

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