Novos alimentos
Projeto vai explorar biodiversidade para difundir novos alimentos
Brasil, Quênia, Sri Lanka, e Turquia terão espécies estudadas.
Formigas brancas e 'prima' da goiaba fazem parte da iniciativa.
Crocantes formigas brancas fritas. Essa é uma das apostas de um projeto internacional de pesquisa de biodiversidade para ajudar a diminuir o problema da fome. Muito consumidos no oeste do Quênia, esses insetos são uma alternativa interessante como fonte de proteína.
A iniciativa foi lançada no fim de abril e, além do Brasil e do Quênia, é liderada por Sri Lanka e Turquia.
O objetivo é identificar pelo menos 150 espécies de plantas, animais e fungos nesses países, avaliar o valor nutricional de cada uma delas e então empreender ações para aumentar seu consumo.
“Se chegarmos à conclusão de que a espécie tem uma composição nutricional que possa ajudar as populações vulneráveis, fazemos a promoção em nível local e junto às autoridades”, explica, de Roma, a especialista Teresa Borelli, da organização Bioversity, que coordena internacionalmente o projeto.
O programa se baseia na ideia de que muitos alimentos tradicionais ou ainda não domesticados foram trocados por comidas mais massificadas, mas às quais parte da população tem dificuldade de acesso.
Ou seja, há muita gente passando fome porque não tem dinheiro para comprar alimentos, quando poderiam cultivar ou mesmo extrair da floresta variedades comestíveis que nem imaginam. E a iniciativa ainda pode ter um outro efeito: ao conhecerem as propriedades nutricionais de determinadas plantas ou animais, os habitantes de cada região podem melhor conservá-las. A pesquisa também prevê a domesticação de espécies selvagens.G1
Brasil, Quênia, Sri Lanka, e Turquia terão espécies estudadas.
Formigas brancas e 'prima' da goiaba fazem parte da iniciativa.
Crocantes formigas brancas fritas. Essa é uma das apostas de um projeto internacional de pesquisa de biodiversidade para ajudar a diminuir o problema da fome. Muito consumidos no oeste do Quênia, esses insetos são uma alternativa interessante como fonte de proteína.
A iniciativa foi lançada no fim de abril e, além do Brasil e do Quênia, é liderada por Sri Lanka e Turquia.
O objetivo é identificar pelo menos 150 espécies de plantas, animais e fungos nesses países, avaliar o valor nutricional de cada uma delas e então empreender ações para aumentar seu consumo.
“Se chegarmos à conclusão de que a espécie tem uma composição nutricional que possa ajudar as populações vulneráveis, fazemos a promoção em nível local e junto às autoridades”, explica, de Roma, a especialista Teresa Borelli, da organização Bioversity, que coordena internacionalmente o projeto.
O programa se baseia na ideia de que muitos alimentos tradicionais ou ainda não domesticados foram trocados por comidas mais massificadas, mas às quais parte da população tem dificuldade de acesso.
Ou seja, há muita gente passando fome porque não tem dinheiro para comprar alimentos, quando poderiam cultivar ou mesmo extrair da floresta variedades comestíveis que nem imaginam. E a iniciativa ainda pode ter um outro efeito: ao conhecerem as propriedades nutricionais de determinadas plantas ou animais, os habitantes de cada região podem melhor conservá-las. A pesquisa também prevê a domesticação de espécies selvagens.G1

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