New York Times, apresenta Dilma ao mundo.

Dilma na capa do ‘New York Times’

Dilma aos 22 anos, durante uma audiência militar (Reprodução/Adir Mera)

O jornal The New York Times traz neste domingo, 5, um artigo de capa sobre os primeiros trabalhos da Comissão da Verdade instaurada no Brasil para examinar crimes da ditadura, dando destaque especial ao “doloroso passado” da presidente Dilma trazido a público pela comissão. O tom da matéria é elogioso e favorável à presidente, descrita como durona, mas discreta, diferente de Lula. Ressalta que, apesar dos “abusos consideráveis” que Dilma sofreu em prisões militares, ela prefere “não se fazer de vítima”, ou usar sua experiência para obter ganhos políticos.

“Desde que Dilma assumiu o cargo ela se recusa a fazer papel de vítima, enquanto sutilmente pressiona por mais transparência sobre os anos da ditadura. Ela raramente se refere em público à crueldade que sofreu. Além de aparições cerimoniais, raras vezes falou sobre a Comissão da Verdade em si e se recusou, através de um porta-voz, a comentar o assunto ou o tempo que passou na prisão para este artigo”.

Autor da matéria, o correspondente Simon Romero descreve como a lei de anistia de 1979 ainda protege militares de julgamentos por abusos, mas nota que a Comissão da Verdade, que começou em maio com um mandato de dois anos, está “acordando velhos fantasmas”, alguns dos quais ainda têm influência no governo.

A tortura sofrida por Dilma é indiscutivelmente o tema principal do artigo. ‘Estela’, nom de guerre da ex-guerrilheira Dilma, diz o texto, tinha 22 anos quando foi torturada, e seu caso está entre os mais proeminentes estudados pela comissão. Romero lembra também que a presidente não é a única líder da região a ter chegado ao poder depois de ter sido presa e torturada, um sinal dos passados ​​tumultuosos de outros países latino-americanos.The New York Times

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