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UFPA é a 1ª do Estado na aplicação de Toxina Botulínica pelo SUS

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Hospital Universitário Bettina Ferro (HUBFS), tornou-se a primeira instituição do Pará a realizar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a aplicação da toxina botulínica em crianças, adolescentes e adultos que apresentam contraturas musculares crônicas como torcicolo, espasmos faciais e de membros, sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) com contraturas e de paralisia cerebral.

A inauguração da Clínica de Tratamento com Toxina Botulínica, no HUBFS, aconteceu recentemente e atende 100% pelo SUS. A iniciativa se volta principalmente às crianças, de zero a 12 anos, cadastradas no Serviço Caminhar, o qual é coordenado pela pediatra Izabel Neves e atendeu mais de 18 mil crianças com alterações de desenvolvimento infantil, síndromes genéticas e outros, em 2009.

O reitor da UFPA, o professor doutor Carlos Maneschy, destaca a importância de o novo projeto estar associado ao Serviço Caminhar e o papel da UFPA junto à comunidade. “A Universidade é um todo que deve funcionar tendo como estratégia principal os serviços que prestamos à sociedade. O Bettina não é qualquer hospital, ele é universitário. Seus serviços são diferenciados e não podem ser encontrados em qualquer lugar. É essa imagem que temos consolidado no Bettina, embora essa luta não tenha sido fácil”.

Segundo o diretor geral do hospital, o doutor Murilo Morhy, em um futuro próximo, a finalidade é fazer com que a clínica se torne no Instituto Paraense de Toxina Botulínica (IPAT) e a ação serve para ampliar cada vez mais o leque de opções nos serviços oferecidos pelo Bettina à população atendida pelo SUS. Como exemplo, ele mencionou, ainda, a otimização do Setor de Meios Diagnósticos do hospital, que ganhou força na atual gestão da UFPA. “O crescimento desse hospital se deve também à Reitoria da UFPA, a qual nos incentiva em todas nossas ações, porque temos dificuldades do apoio em Brasília”, agradece.

Toxina - Segundo um dos idealizadores e coordenador do projeto, o doutor João Amaury, serão 10 atendimentos por dia no hospital, que já conta com 200 pacientes cadastrados, dos quais 70% são crianças. “O objetivo é melhorar a saúde dos pacientes que sofrem de espasticidade muscular. A clínica não tem fins lucrativos, vamos trabalhar em prol da comunidade e buscar publicar trabalhos acadêmicos contribuindo com a ciência e levando a UFPA a ganhar ainda mais reconhecimento dentro e fora do Estado”, afirma o médico, que se aprimorou em toxina botulínica.

O médico destaca que a grande vantagem é que em 90% dos casos a aplicação pode ser feita em tratamento ambulatorial, como é o caso do Bettina, não precisa de alta complexidade, que seria uma internação hospitalar para tratar desse paciente. “Isso é muito bom para o paciente, para o Estado e para a União, pois não gera ônus a estes últimos. Além disso, atua de forma multidisciplinar no paciente, pois colabora de forma significativa com o trabalho desenvolvido pela fisioterapia”.

A toxina botulínica tem por finalidade enfraquecer o músculo espástico, que é tenso. A toxina, quando aplicada, diminui a força de contração desse músculo bloqueando os neurotransmissores e a diminuição dessa contração faz com que o músculo relaxe. Caso a toxina seja aplicada hoje, a pessoa pode começar a perceber o resultado logo após 10 dias.

Fonte:ASCOM/HUBFS/UFPA.

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