Celular não combina com Crianças

Segundo pesquisa recente, as crianças brasileiras são as que mais utilizam telefone celular no mundo (81%), superior ao registrado no Japão, inclusive. A preocupação não é o uso em si, mas o mau uso. As operadoras não esclarecem nos manuais que o tempo máximo a ser utilizado é de 6 minutos, a uma distância de 1,5 cm da cabeça, como limite de segurança. Outro fator preocupante é que a caixa craniana de uma criança com menos de 10 anos é de 2 a 4 vezes mais frágil do que a de um adulto, absorvendo mais radiação. É comum se observar crianças falando ao celular por tempo excessivo, por absoluta falta de informação dos pais.
Estudos realizados no Canadá deram conta do aumento de incidência de câncer no cérebro de ratos que ficaram expostos a radiação de telefone celular por períodos prolongados. A revista sueca “BIOELECTROMAGNETICS”, publicou um estudo sobre o câncer infantil relacionando-o diretamente à exposição de campos eletromagnéticos. Já na Rússia, em recente estudo, ficou demonstrado que 50% das cobaias de laboratório morriam ao serem expostas por 270 minutos a uma radiação provocada pelos campos alternados de 50 Hz com potencial de campo de 650 kV/m.
Estudos conclusivos
Quando questionadas sobre os efeitos da radiação da telefonia celular sobre a saúde humana, as operadoras limitam-se a dizer que os estudos são inconclusivos e nenhum efeito negativo foi confirmado ainda. Pura balela. Vários estudos, no mundo inteiro, já constataram os graves riscos à saúde humana. Na Universidade da Paraíba, em estudo realizado através de equipe multidisciplinar sob a coordenação do engenheiro eletrônico Phd. Marcelo Sampaio de Alencar e publicado na revista carta capital, de 16 de abril de 2000 (anexo 5), contando com a participação de biólogos, engenheiros e psiquiatra asseverou: ratos da espécie rattus norvegicus foram expostos à radiação de um gerador em funcionamento em condições próximas as utilizadas pelos sistemas celulares, no limite dos padrões internacionais de segurança. O grupo de cobaias foi separado em dois subgrupos para efeitos de comparação. O subgrupo exposto à radiação permaneceu durante 1 (um) ano sob incidência do gerador, o que corresponde a 4 (quatro) gerações das cobaias. Após o experimento, alguns efeitos foram observados: alterações na produção de hemácias no sangue, o que diminui a capacidade de defesa do organismo; alterações nos tamanhos e formas dos órgãos internos; mudanças de comportamento; dificuldades no aprendizado.
Portanto, não espere o usuário de telemóveis que as operadoras admitam os riscos. Isso seria dar um tiro no próprio pé. Cabe aos usuários e pais, principalmente, disciplinar o uso do aparelho de modo a minimizar quaisquer efeitos nocivos à saúde da criança ou adolescente.
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