As verdades sobre a possivel divisão do Pará

A divisão do Pará irá conter o desmatamento e os conflitos agrários?
A região dos dois possíveis novos estados está no topo da lista das unidades da federação que mais desmatam a Amazônia. Por Emanuelle Bezerra(Parte 1)
O Congresso Nacional aprovou, em 5 de maio, em uma sessão de quórum baixo, a realização do plebiscito para subdividir o Pará e criar dois novos estados: Carajás e Tapajós. O Pará é o segundo maior estado do país, ficando atrás apenas do Amazonas. Abrange uma área de 1.247.703 km², o que o tornaria impossível de se administrar, na opinião dos deputados Lira Maia (DEM-PA) e Giovanni Queiroz (PDT-PA), autores do projeto. Os interesses políticos e econômicos por trás do projeto, no entanto, ainda não foram esclarecidos. Além disso, o Pará, e mais especificamente a região que abrangeria os possíveis dois novos estados, está no topo da lista das unidades da federação que mais desmatam a Amazônia, têm violentos conflitos por terra e a presença de trabalho escravo, além de abrigar a maior bacia hidrográfica e a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo.
O projeto propõe que o estado de Carajás fique com 25% do território atual do Pará e 23% da população. Já Tapajós, ficaria com 58% do território e apenas 16% da população. Carajás se tornaria o estado mais violento do país, no entanto, herdaria as maiores reservas minerais e empreendimentos da região. É lá que está localizada a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, operada pela Vale. Em 2010, a mineração correspondeu a 86% das exportações paraenses. Atualmente, apenas os municípios de Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, todos em território do que seria Carajás, recebem mais de 80% dos royalties da exploração mineral. Além disso, a Vale prevê investimentos na região, até 2015, da ordem de US$ 33 bilhões.
Cadê o governo do Estado do Pará, que está mudo e quedo diante dessa discrepância que se avizinha?
ResponderExcluirO Pará mesmo ficará com a parte menor (17% do atual território) e a mais pobre, com maior população (quase 70%). É incrível e absurda essa divisão territorial. Só porque esses forasteiros chegaram e agora fazem a festa, traindo o verdadeiro Pará que tão bem os recebeu. As coisas estão correndo, da maneira que os traidores desejam e ninguém reage. Valha-nos quem? Pará, te queremos inteiro!