SEGURIDADE SOCIAL

Finlândia vai acabar com salário básico

Experimento foi adotado pelo governo finlandês em 2017 (Foto: Pixabay)

O programa piloto de salário básico na Finlândia vai acabar no ano que vem. A Finlândia foi o primeiro país da Europa a adotar o pagamento de um salário básico para seus desempregados. No entanto, o governo decidiu que não vai continuar com o experimento e vai explorar alternativas no lugar do programa, que visava reduzir a burocracia, a pobreza e impulsionar os empregos.

Desde janeiro de 2017, 2 mil desempregados entre 25 e 58 anos foram escolhidos aleatoriamente para receber 560 euros (cerca de R$ 2.300,00) por mês. Nenhum pré-requisito era exigido e caso a pessoa conseguisse um trabalho, ela continuaria ganhando o salário básico. Antes do experimento, um desempregado poderia recusar um trabalho que pagasse pouco ou que fosse temporário por medo de perder seu benefício social do complexo e generoso sistema de seguridade social da Finlândia. Apoiadores do salário básico dizem que o programa ajudaria na mobilidade no mercado de trabalho, já que as pessoas ainda teriam uma renda no momento entre empregos.

A agência de seguridade social finlandesa Kela pediu que o experimento fosse prolongado, mas o governo recusou a ideia. Os pagamentos dos atuais participantes vão terminar em janeiro. Em dezembro de 2017, o parlamento finlandês apresentou uma legislação que exige que pessoas desempregadas trabalhem pelo menos 18 horas a cada três meses para poderem receber os benefícios concedidos aos desempregados.

“Dois anos é um período muito curto para tirar conclusões de um experimento tão grande. Nós deveríamos ter mais tempo e mais dinheiro para alcançar resultados confiáveis”, disse Olli Kangas, um especialista envolvido no experimento à emissora pública finlandesa Yle.

O ministro das Finanças da Finlândia, Petteri Orpo, disse ao jornal Hufvudstadsbladet que ele estava pensando em testar esquemas alternativos quando o programa piloto acabar, como o crédito universal que foi apresentado no Reino Unido. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um sistema universal de crédito funcionaria melhor do que o de salário básico na Finlândia. O crédito universal substitui diversos pagamentos de benefícios com uma única soma mensal.

Segundo a OCDE, o salário básico aumentaria a desigualdade e a taxa de pobreza na Finlândia de 11,4% para 14,1%. Já o crédito universal, que é pago para quem recebe pouco ou quem está desempregado, diminuiria a taxa de pobreza para 9,7% e também reduziria a complexidade do sistema de benefícios.

Quando a Finlândia lançou seu experimento, a taxa de desemprego estava em 9,2%, mais alto de que seus vizinhos nórdicos. Os resultados completos do experimento só vão ser divulgados em 2019.The Guardian

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FORÇAS ARMADAS

Egípcia posa nua em blog e provoca indignação