MEIO AMBIENTE EUROPA

UE proíbe pesticidas prejudiciais às abelhas

Em 2013, a União Europeia já havia restringido o uso destes componentes químicos (Foto: Pixabay)

Na sexta-feira, 27, a União Europeia proibiu por completo o uso de três substâncias químicas, usadas em pesticidas, que são prejudiciais às abelhas. A decisão, que foi comemorada por ativistas ambientais, teve grande apoio da população.

A clotianidina, a imidacloprida e o tiametoxam, conhecidos como neonicotinoides, eram amplamente usados para controlar insetos que se alimentam de seiva. No entanto, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar concluiu que eles danificam o sistema nervoso central dos insetos, incluindo das abelhas. Diante disso, a Comissão Europeia recomendou a proibição.

Segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) de 2009, é estimado que um terço de todas as plantas ou produtos à base de plantas consumidos por humanos dependem direta ou indiretamente da polinização das abelhas. Como nos últimos anos elas têm morrido por causa de uma desordem misteriosa, a Síndrome do Desaparecimento das Abelhas (CCD, na sigla em inglês), qualquer redução em suas populações causa preocupação.

Em 2013, a União Europeia já havia restringido o uso destes componentes químicos. Agora, a proibição deve entrar em vigor até o fim do ano. O uso das substâncias só será permitido em estufas.

A Pesticide Action Network (PAN), grupo de organizações não governamentais que trabalham para minimizar os efeitos nocivos de pesticidas, afirmou que a decisão marca um dia histórico para a Europa. “Autorizar o uso de neonicotinoides durante um quarto de século foi um erro e levou a um desastre ambiental”, disse Martin Demine, diretor de políticas de Saúde e Meio Ambiente da filial europeia da PAN.

Quase 5 milhões de pessoas assinaram a petição da campanha do site Avaaz contra os pesticidas. “Finalmente nossos governos deram ouvidos aos seus cidadãos, às evidências científicas e aos agricultores que sabem que as abelhas não podem viver com esses produtos químicos”, disse a ativista Antonia Staats.

Entretanto, os grupos que produzem os pesticidas e alguns agricultores acusaram a União Europeia de ser super protetora. “A agricultura europeia vai sofrer por esta decisão. Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas com o tempo o impacto da decisão de retirar uma importante ferramenta dos fazendeiros vai ficar clara”, disse Graeme Taylor, da Associação Europeia de Proteção de Culturas.DW

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