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Justiça proíbe a comercialização do vinho de Danilo Gentili: 'Imitação'
© Divulgação / Paulo Graton
A Justiça de São Paulo determinou a proibição da comercialização do vinho "Putos",lançado pelos humoristas Danilo Gentili, Diogo Portugal e Oscar Filho,acusando-o
de imitar e satirizar o prestigiado Petrus, vinho de Bordeaux que pode custar mais de R$ 40 mil no Brasil.A juíza Larissa Tunala acatou a ação movida pelo Petrus, que alegou desrespeito à sua marca. "[O Putos] imita,desabona e satiriza a prestigiada marca de renome mundial,associando-a a uma expressão obscena", argumentaram os advogados do Petrus. A decisão obriga as empresas Porto a Porto e Casa Flora,que importam e distribuem o vinho,a suspenderem a venda do produto com o rótulo atual e
a pagarem uma indenização de R$ 50 mil por danos morais, além de uma reparação material a ser calculada.
O vinho "Putos",produzido no Alentejo, Portugal,é vendido nas versões branco, rosé e tinto. Seu rótulo inclui caricaturas dos três humoristas,ilustrações de Danilo Gentili e a frase: "Nunca fomos sem graça. Você que bebeu pouco vinho". Em sua defesa,a Porto a Porto alegou que o rótulo é original e criativo,com elementos distintos que incluem as caricaturas e os nomes dos comediantes, impossibilitando qualquer confusão com o Petrus.A Casa Flora também argumentou que os produtos
são destinados a públicos e faixas de preço completamente diferentes,afirmando que o "Putos" atende a consumidores de menor poder aquisitivo que dificilmente teriam contato com o vinho francês de alta gama.
Apesar das alegações, a juíza rejeitou os argumentos de ambas as empresas. Na sentença,destacou que os próprios humoristas admitiram em entrevistas que o "Putos" foi criado como uma "sátira inspirada no Petrus".Para a magistrada, houve intenção deliberada de associar os dois produtos,caracterizando concorrência desleal."O Putos galga seu espaço no mercado como referência irônica do Petrus, usurpando, portanto, o prestígio e a fama para se promover", afirmou.
Além de proibir a venda, a decisão impede que as empresas mantenham o produto em estoque com o rótulo atual.As mudanças feitas anteriormente no design do rótulo
foram consideradas insuficientes pela Justiça. As empresas ainda podem recorrer da decisão.NMBR
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