Restos mortais de vítimas do 11 de Setembro foram levados para aterro

Departamento de Defesa não soube quantificar restos eliminados desta forma (Reprodução/Internet)
Alguns restos humanos não identificados recuperados dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 no Pentágono em Shanksville, foram incinerados e posteriormente jogados em um aterro, reconheceu o Departamento de Defesa na terça-feira, 28.
Foi a primeira vez que o Pentágono afirmou que alguns restos de vítimas do 11 de setembro levados para o necrotério da Dover Air Force Base acabaram depois indo para um aterro. Em novembro, o Washington Post revelou que o necrotério de Dover eliminou restos incinerados de tropas mortas no Iraque e no Afeganistão em um aterro na Virgínia. A prática envolvia partes de corpo não identificadas ou não reclamadas; isso não era revelado para familiares de membros das tropas.
A Força Aérea posteriormente admitiu ter eliminado restos mortais incinerados de pelo menos 274 militares no aterro entre 2003 e 2008, quando a prática acabou. Na época, oficiais da Força Aérea disseram que seus documentos só iam até 2003 e que eles não sabiam quando a eliminação de restos no aterro começou.
O Departamento de Defesa não soube dizer quantos restos humanos do 11 de setembro foram eliminados desta maneira. Ele disse que os restos “não podiam ser testados ou identificados”, aparentemente porque eram muito pequenos ou carbonizados para permitir análise de DNA. Depois de serem cremados, os restos foram entregues a uma “contratada responsável por descarte de lixo biomédico”, de acordo com o general aposentado do exército John P. Abizaid, responsável pela revisão das operações do necrotério.
Oficiais do necrotério de Dover pensaram na época que “após a incineração final, não restava nada”, afirmou o relatório de Abizaid. Na verdade, ainda restavam resíduos da incineração, que a empresa levou então para um aterro. O necrotério mudou sua política em 2008 e desde então sepulta restos cremados não identificados ou não reclamados no mar.
Abizaid disse que seu relatório era dedicado a examinar as atuais operações do necrotério de Dover e fazer recomendações para melhoras, não investigar problemas passados. “Você terá que fazer essas perguntas em outro lugar”, ele disse quando repórteres o pressionaram para explicar como os restos das vítimas do 11 de setembro foram lidados, assim como outros incidentes de conduta ilegal em Dover que foram sinalizadas no relatório.
Ainda assim, um apêndice ao relatório de Abizaid lista vários incidentes antes não revelados de má administração, mau manuseio de partes humanas e outros casos de malfeitos no necrotério de Dover, datando de uma década atrás.
Fonte: Washington Post
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