Itália tem operação semelhante à Lava Jato


Telefones grampeados, divulgação de conversas de um político, suspeitas de corrupção e irregularidades na extração de petróleo. Apesar das semelhanças com a Operação Lava Jato, esse é um escândalo na Itália.

O caso veio à tona a poucos dias do referendo do dia 17 de abril, quando os italianos vão votar sobre a exploração de poços de petróleo na costa do país.

O "Petrolão à italiana" surgiu após a divulgação de gravações das conversas telefônicas de Federica Guidi, na época ministra do Desenvolvimento Econômico, com o namorado, o empresário Gianluca Gemelli.

O empresário estava sendo investigado por corrupção nos contratos para o tratamento de resíduos tóxicos derivados do petróleo. Em um telefonema, a então ministra prometia ao namorado agir politicamente para favorecer a petroleira francesa Total na Itália, com a qual Gemelli pretendia obter contratos.

Segundo a acusação, o empresário estava interessado em desbloquear na região da Basilicata, no sul da Itália. O projeto de extração de petróleo Tempa Rossa da Total possibilitaria as empresas ganhar cerca de 2 milhões e meio de euros em prestação de serviços.

O escândalo de conflito de interesse, chamado também de tráfico de influência, provocou a renúncia da ministra Guidi. Milton Blay

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