ESTUDO CÂNCER
Herbicida à base de glifosato aumenta chance de câncer
Mais de 9 mil pessoas que sofrem com LNH processam a Bayer nos EUA (Foto: Pixabay)
Um novo estudo descobriu que pessoas com alta exposição a herbicidas à base de glifosato tem 41% a mais de chances de desenvolver Linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer. O estudo foi publicado na revista Science Direct.
Os herbicidas com glifosato são os mais usados no mundo. O estudo foi comandados por cinco cientistas norte-americanos. Três dos autores já atuaram como membro de um painel científico da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) em 2016, o que dá ainda mais credibilidade à nova descoberta.
Isso porque a EPA atestava a segurança do uso dos herbicidas. A Bayer e a Monsanto, que pertence à Bayer, enfrentam mais de 9 mil processos judiciais nos EUA por pessoas que sofrem de LNH. Em agosto do ano passado, um requerente ganhou um veredito unânime do júri.
Os próximos julgamentos ocorrem a partir do dia 25 de fevereiro, previstos para ocorrerem entre os anos de 2019 e 2020. Com a nova descoberta dos cientistas, a situação pode se tornar ainda mais favorável aos requerentes, enquanto a Monsanto pode enfrentar maiores dificuldades.
“Do ponto de vista da saúde da população, existem algumas preocupações reais”, afirmou a cientista Lianne Sheppard, co-autora do estudo e professora do Departamento de Ciências Ambientais e de Saúde Ocupacional da Universidade de Washington. Sheppard relembrou ainda que a EPA já havia sido avisada sobre o potencial cancerígeno do glifosato.
Agora, a EPA admitiu que está revisando os resultados do estudo, enquanto a Bayer ainda não se posicionou sobre as recentes descobertas. No entanto, anteriormente a empresa alemã já havia se posicionado sobre o glifosato, afirmando que os herbicidas foram “extensivamente avaliados”. De acordo com a Bayer, os herbicidas provaram ser uma “ferramenta segura e eficiente de controle de ervas daninhas”.
Segundo os autores do estudo, eles analisaram todos os estudos humanos publicados sobre o potencial cancerígeno do glifosato. Dessa forma, eles se concentraram nos grupos mais expostos em cada estudo, pois estes, teoricamente, teriam maior chance de desenvolver LNH, o que foi comprovado.
“Juntas, todas as metanálises realizadas até hoje, incluindo a nossa, relatam consistentemente a mesma descoberta importante: a exposição a GBHs [herbicidas à base de glifosato] está associada a um risco aumentado de NHL”, concluíram os cientistas.
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Larc, em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), já havia classificado os herbicidas à base do glifosato como “provavelmente cancerígeno para seres humanos”. Agora, com a descoberta do novo estudo, a classificação ganha ainda mais força.
Em 2015, os herbicidas à base de glifosato eram os mais usados no Brasil. Ao todo, 30% das vendas de agrotóxicos correspondem a produtos à base de glifosato. O segundo ingrediente ativo mais usado é o óleo mineral, que representa 7% das vendas.The Guardian
Mais de 9 mil pessoas que sofrem com LNH processam a Bayer nos EUA (Foto: Pixabay)
Um novo estudo descobriu que pessoas com alta exposição a herbicidas à base de glifosato tem 41% a mais de chances de desenvolver Linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer. O estudo foi publicado na revista Science Direct.
Os herbicidas com glifosato são os mais usados no mundo. O estudo foi comandados por cinco cientistas norte-americanos. Três dos autores já atuaram como membro de um painel científico da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) em 2016, o que dá ainda mais credibilidade à nova descoberta.
Isso porque a EPA atestava a segurança do uso dos herbicidas. A Bayer e a Monsanto, que pertence à Bayer, enfrentam mais de 9 mil processos judiciais nos EUA por pessoas que sofrem de LNH. Em agosto do ano passado, um requerente ganhou um veredito unânime do júri.
Os próximos julgamentos ocorrem a partir do dia 25 de fevereiro, previstos para ocorrerem entre os anos de 2019 e 2020. Com a nova descoberta dos cientistas, a situação pode se tornar ainda mais favorável aos requerentes, enquanto a Monsanto pode enfrentar maiores dificuldades.
“Do ponto de vista da saúde da população, existem algumas preocupações reais”, afirmou a cientista Lianne Sheppard, co-autora do estudo e professora do Departamento de Ciências Ambientais e de Saúde Ocupacional da Universidade de Washington. Sheppard relembrou ainda que a EPA já havia sido avisada sobre o potencial cancerígeno do glifosato.
Agora, a EPA admitiu que está revisando os resultados do estudo, enquanto a Bayer ainda não se posicionou sobre as recentes descobertas. No entanto, anteriormente a empresa alemã já havia se posicionado sobre o glifosato, afirmando que os herbicidas foram “extensivamente avaliados”. De acordo com a Bayer, os herbicidas provaram ser uma “ferramenta segura e eficiente de controle de ervas daninhas”.
Segundo os autores do estudo, eles analisaram todos os estudos humanos publicados sobre o potencial cancerígeno do glifosato. Dessa forma, eles se concentraram nos grupos mais expostos em cada estudo, pois estes, teoricamente, teriam maior chance de desenvolver LNH, o que foi comprovado.
“Juntas, todas as metanálises realizadas até hoje, incluindo a nossa, relatam consistentemente a mesma descoberta importante: a exposição a GBHs [herbicidas à base de glifosato] está associada a um risco aumentado de NHL”, concluíram os cientistas.
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Larc, em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), já havia classificado os herbicidas à base do glifosato como “provavelmente cancerígeno para seres humanos”. Agora, com a descoberta do novo estudo, a classificação ganha ainda mais força.
Em 2015, os herbicidas à base de glifosato eram os mais usados no Brasil. Ao todo, 30% das vendas de agrotóxicos correspondem a produtos à base de glifosato. O segundo ingrediente ativo mais usado é o óleo mineral, que representa 7% das vendas.The Guardian

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