RELAÇÕES TENSAS
Grave crise diplomática abala relações entre França e Itália
Grande parte da tensão entre os dois países é resultado da crise de imigração na Europa (Foto: Flickr/EU2017EE)
No início de fevereiro, diante de uma crise bilateral sem precedentes desde o final da Segunda Guerra Mundial, o governo francês pediu a presença do embaixador da França em Roma, Christian Masset, em Paris.
A tensão intensificou-se após o encontro do líder do partido italiano Movimento Cinco Estrelas, Luigi Di Maio, com representantes dos coletes amarelos perto de Paris. Depois de oferecer todo o apoio necessário à causa dos coletes amarelos, Di Maio postou uma foto sua no Twitter ao lado do grupo.
O movimento dos coletes amarelos começou em novembro, no interior da França, em protesto contra o aumento dos impostos sobre combustíveis. Seu nome se deve ao kit de segurança que os motoristas são obrigados por lei a transportar em seus veículos.
Agora, após a decisão do governo de não aumentar os impostos, os manifestantes protestam com violência nas ruas das cidades francesas contra a perda do poder de compra, assim como reivindicam a realização de um referendo popular.
“A interferência nos assuntos internos do país é inaceitável. Ela viola o respeito às escolhas democráticas feitas por uma nação aliada”, disse o ministro das Relações Exteriores da França.
As relações entre os dois países estão tensas desde que a coalizão do partido populista Movimento Cinco Estrelas e o de extrema-direita Liga venceram as eleições na Itália, em junho de 2018.
O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, propôs uma conversa com o presidente Emmanuel Macron para discutir a situação.
Porém, fez uma série de críticas à França, entre as quais a recusa de extradição de 14 militantes italianos, a maioria de extrema-esquerda, o retorno de imigrantes que haviam saído da Itália para a França e os controles nas fronteiras que causam enormes engarrafamentos.
Em uma mensagem no Facebook, Salvini fez um ataque pessoal a Macron: “Nas eleições para o Parlamento Europeu em 26 de maio o povo francês terá a oportunidade de retomar o controle de seu futuro e de seu orgulho nacional, não representados à altura pelo presidente Macron.”
Grande parte da tensão entre os dois países é resultado da crise de imigração na Europa. Quando a França criticou a Itália por não permitir que barcos que transportavam refugiados atracassem nos portos do país, o governo acusou a França de rejeitar a entrada de imigrantes.
A construção de uma linha de trem de alta velocidade entre as cidades de Lyon e Turim também é motivo de conflito entre os dois países.
Porém, sem diálogo, a crise diplomática entre a França e a Itália atingiu o auge após o encontro de um dos principais líderes do governo italiano com representantes dos coletes amarelos.BBC
Grande parte da tensão entre os dois países é resultado da crise de imigração na Europa (Foto: Flickr/EU2017EE)
No início de fevereiro, diante de uma crise bilateral sem precedentes desde o final da Segunda Guerra Mundial, o governo francês pediu a presença do embaixador da França em Roma, Christian Masset, em Paris.
A tensão intensificou-se após o encontro do líder do partido italiano Movimento Cinco Estrelas, Luigi Di Maio, com representantes dos coletes amarelos perto de Paris. Depois de oferecer todo o apoio necessário à causa dos coletes amarelos, Di Maio postou uma foto sua no Twitter ao lado do grupo.
O movimento dos coletes amarelos começou em novembro, no interior da França, em protesto contra o aumento dos impostos sobre combustíveis. Seu nome se deve ao kit de segurança que os motoristas são obrigados por lei a transportar em seus veículos.
Agora, após a decisão do governo de não aumentar os impostos, os manifestantes protestam com violência nas ruas das cidades francesas contra a perda do poder de compra, assim como reivindicam a realização de um referendo popular.
“A interferência nos assuntos internos do país é inaceitável. Ela viola o respeito às escolhas democráticas feitas por uma nação aliada”, disse o ministro das Relações Exteriores da França.
As relações entre os dois países estão tensas desde que a coalizão do partido populista Movimento Cinco Estrelas e o de extrema-direita Liga venceram as eleições na Itália, em junho de 2018.
O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, propôs uma conversa com o presidente Emmanuel Macron para discutir a situação.
Porém, fez uma série de críticas à França, entre as quais a recusa de extradição de 14 militantes italianos, a maioria de extrema-esquerda, o retorno de imigrantes que haviam saído da Itália para a França e os controles nas fronteiras que causam enormes engarrafamentos.
Em uma mensagem no Facebook, Salvini fez um ataque pessoal a Macron: “Nas eleições para o Parlamento Europeu em 26 de maio o povo francês terá a oportunidade de retomar o controle de seu futuro e de seu orgulho nacional, não representados à altura pelo presidente Macron.”
Grande parte da tensão entre os dois países é resultado da crise de imigração na Europa. Quando a França criticou a Itália por não permitir que barcos que transportavam refugiados atracassem nos portos do país, o governo acusou a França de rejeitar a entrada de imigrantes.
A construção de uma linha de trem de alta velocidade entre as cidades de Lyon e Turim também é motivo de conflito entre os dois países.
Porém, sem diálogo, a crise diplomática entre a França e a Itália atingiu o auge após o encontro de um dos principais líderes do governo italiano com representantes dos coletes amarelos.BBC

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