HONG KONG

Alta abstenção na eleição de Hong Kong é recado eloquente para a China
© Getty Images Em uma eleição qualificada por opositores exilados como um processo seletivo de candidatos aprovados previamente, o silêncio do cidadão de Hong Kong foi de uma estridente eloquência. Resta saber como isso será ouvido em Pequim. Fechadas as urnas na maioria das seções, às 22h30 locais -11h30 deste domingo (19) em Brasília-, pouco menos de 30% dos 4,47 milhões de eleitores haviam comparecido para escolher o novo Conselho Legislativo do território. Nas cinco ocasiões anteriores, a marca mais baixa havia sido 43%, em 2000. A eleição havia sido marcada para setembro do ano passado e cancelada sob a justificativa da Covid-19. O fato de que, no meio do caminho, em março deste ano, a ditadura comunista implodiu o sistema eleitoral honconguês deixa claro que talvez os motivos sanitários tenham sido secundários.Mas o modelo que emergiu dos escombros foi amplamente rejeitado pela população. O Conselho era a trincheira em que a oposição e grupos pró-democracia mantinham viva a relativa autonomia de Hong Kong, segundo o trato feito entre China e Reino Unido quando os britânicos devolveram a antiga colônia, em 1997.FOLHAPRESS

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