POLÍTICA BASTIDORES

Lira sobre ruído com Haddad: 'Manifestações enviesadas' não contribuem para diálogo
© Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira, 14, que "manifestações enviesadas e descontextualizadas" não contribuem para o "processo de diálogo" e a "construção de pontes". A declaração foi feita após uma fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o "poder" da Câmara causar incômodo na cúpula da Casa, o que gerou o cancelamento de uma reunião sobre o novo arcabouço fiscal. No Twitter, Lira também disse que a "formação de maioria política" é uma missão do governo, e não do presidente da Câmara, mas que, mesmo assim, tem se empenhado nesse sentido. O presidente da Casa ainda afirmou ser equivocada a avaliação de que a formação de consensos no Congresso revela uma concentração de poder "de quem quer que seja". "A formação de maioria política é feita com credibilidade e diálogo permanente com os líderes partidários e os integrantes da Casa", escreveu Lira. "Essa missão é do Governo, e não do Presidente da Câmara, que ainda assim tem se empenhado para que ela aconteça. Manifestações enviesadas e descontextualizadas não contribuem no processo de diálogo e construção de pontes tão necessários para que o país avance!", emendou. Ao citar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que liberou espaço no Orçamento para o governo Lula antes mesmo da posse, a reforma tributária e o arcabouço fiscal, o presidente da Câmara disse que a Casa é comprometida com o progresso e o desenvolvimento do País. "A Câmara dos Deputados tem dado sucessivas demonstrações de que é parceira do Brasil, independente do governo de ocasião. Todos os projetos de interesse do País são discutidos e votados com toda seriedade e celeridade", ressaltou Lira. Após o ruído sobre declarações de Haddad, líderes partidários ouvidos pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, avaliaram que a votação das mudanças do Senado no novo arcabouço fiscal devem ficar para o fim do mês. O cronograma atrapalha os planos do governo, que quer usar a nova legislação para o controle das contas públicas como base para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024, que precisa ser enviado ao Congresso até 31 de agosto. ESTADAO

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