A revelação das Sextas!
Por Xico Sá
Às sextas-feiras, então, já repararam como o cheiro de pecado toma conta dos bares e é mais forte até do que o odor que vem dos ralos e dos bueiros?
Às sextas, as balconistas batem o ponto e saem fofas e cheirosas no final do expediente. Trazem de casa, em segredo de Estado, lindas lingeries escondidas na bolsa. As executivas, mais afortunadas, carregam as suas peças íntimas Victoria Secret, olhos da cara, com a mesma sina.
Às sextas, toda a moral religiosa, cristã ou não, tira suas horas de folga, vai tomar uma fresca além muito além do mosteiros de São Bento.
Toda moral vira falsa e paraguaia na terceira dose de uísque.
Às sextas, quando as lojas começam a abaixar suas portas, fica valendo a máxima de Santo Agostinho: “Deus, livrai-me das tentações, mas não hoje.”
Quem, entre nós, machos & fêmeas, resistiria a uma CPI do amor ou do sexo?
Este cronista ficaria rico, na pele de um camelô de álibis. Ah, as lindas e impagáveis fraquezas da carne!
As despesas com jantares à luz de vela denunciariam os amantes pelo cartão de crédito ou no extrato para simples conferência. Os porteiros de prédios e motéis seriam os mais perseguidos dos depoentes. Seria um inferno.
A melhor amiga ou o melhor amigo, estas instituições supostamente vestais, também seriam convocados a depor. Na CPI do amor sobraria até para o entregador de pizzas, que também sabe muito sobre os segredos de alcova.
Outros documentos arrolados como provas: tíquetes de estacionamentos, bilhetes de cinema, contas de bares e farmácias (preservativos e lubrificantes), passagens compradas às pressas etc etc.
No amor e no sexo, somos todos corruptos.
Às sextas-feiras, então, já repararam como o cheiro de pecado toma conta dos bares e é mais forte até do que o odor que vem dos ralos e dos bueiros?
Às sextas, as balconistas batem o ponto e saem fofas e cheirosas no final do expediente. Trazem de casa, em segredo de Estado, lindas lingeries escondidas na bolsa. As executivas, mais afortunadas, carregam as suas peças íntimas Victoria Secret, olhos da cara, com a mesma sina.
Às sextas, toda a moral religiosa, cristã ou não, tira suas horas de folga, vai tomar uma fresca além muito além do mosteiros de São Bento.
Toda moral vira falsa e paraguaia na terceira dose de uísque.
Às sextas, quando as lojas começam a abaixar suas portas, fica valendo a máxima de Santo Agostinho: “Deus, livrai-me das tentações, mas não hoje.”
Quem, entre nós, machos & fêmeas, resistiria a uma CPI do amor ou do sexo?
Este cronista ficaria rico, na pele de um camelô de álibis. Ah, as lindas e impagáveis fraquezas da carne!
As despesas com jantares à luz de vela denunciariam os amantes pelo cartão de crédito ou no extrato para simples conferência. Os porteiros de prédios e motéis seriam os mais perseguidos dos depoentes. Seria um inferno.
A melhor amiga ou o melhor amigo, estas instituições supostamente vestais, também seriam convocados a depor. Na CPI do amor sobraria até para o entregador de pizzas, que também sabe muito sobre os segredos de alcova.
Outros documentos arrolados como provas: tíquetes de estacionamentos, bilhetes de cinema, contas de bares e farmácias (preservativos e lubrificantes), passagens compradas às pressas etc etc.
No amor e no sexo, somos todos corruptos.
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