Revirando o Passado.
MP abre processo contra torturadores da ditadura
São Paulo (EFE).- O Ministério Público Federal de São Paulo abriu nesta quarta-feira um processo para apurar a suposta responsabilidade civil de quatro militares aposentados por seis assassinatos e tortura de 20 pessoas, entre elas a presidente eleita, Dilma Rousseff.
Foram acusados os militares Homero Cesar Machado, Inocêncio Fabrício de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima, das Forças Armadas, e João Thomaz, ex-capitão da Polícia Militar de São Paulo, detalhou a Procuradoria em comunicado.
Os quatro acusados poderiam perder suas pensões de aposentadoria e ser condenados a pagar indenizações à sociedade, além de contribuir o Estado para o pagamento às vítimas da ditadura (1964-1985).
O processo investiga os crimes supostamente cometidos pelos quatro militares na Operação Bandeirante, dirigida pelo comando do segundo Exército entre 1969 e 1970, no auge da repressão contra opositores políticos ao regime.
O Ministério Público acredita que os acusados são responsáveis por seis assassinatos no marco dessa operação, entre eles o do dissidente Virgílio Gomes da Silva, considerado líder do grupo armado que seqüestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969.
Entre as vítimas de tortura citadas no processo se encontra Dilma Rousseff, que foi detida por mais de dois anos por sua participação em grupos armados de resistência à ditadura.
Dilma integrou as organizações clandestinas Política Operárias (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionaria Palmares (VAR-Palmares).
A presidente eleita, que sucederá Luiz Inácio Lula da Silva, reconhece ter integrado estes grupos, mas rejeita ter participado de qualquer ação armada.
A Procuradoria detalhou que a Operação Bandeirante serviu aos militares como experimento para unificar em um único destacamento o trabalho de repressão e tortura a dissidentes, que até o momento se repartia entre diferentes dependências do Exército e da Polícia.
A experiência desta operação aconteceu no Destacamento de Operações de Informação do Centro de Defesa Interna (Doi-Codi), organismo que centralizou as operações de repressão de 1970 e até a instauração da democracia em 1985.
São Paulo (EFE).- O Ministério Público Federal de São Paulo abriu nesta quarta-feira um processo para apurar a suposta responsabilidade civil de quatro militares aposentados por seis assassinatos e tortura de 20 pessoas, entre elas a presidente eleita, Dilma Rousseff.
Foram acusados os militares Homero Cesar Machado, Inocêncio Fabrício de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima, das Forças Armadas, e João Thomaz, ex-capitão da Polícia Militar de São Paulo, detalhou a Procuradoria em comunicado.
Os quatro acusados poderiam perder suas pensões de aposentadoria e ser condenados a pagar indenizações à sociedade, além de contribuir o Estado para o pagamento às vítimas da ditadura (1964-1985).
O processo investiga os crimes supostamente cometidos pelos quatro militares na Operação Bandeirante, dirigida pelo comando do segundo Exército entre 1969 e 1970, no auge da repressão contra opositores políticos ao regime.
O Ministério Público acredita que os acusados são responsáveis por seis assassinatos no marco dessa operação, entre eles o do dissidente Virgílio Gomes da Silva, considerado líder do grupo armado que seqüestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969.
Entre as vítimas de tortura citadas no processo se encontra Dilma Rousseff, que foi detida por mais de dois anos por sua participação em grupos armados de resistência à ditadura.
Dilma integrou as organizações clandestinas Política Operárias (Polop), Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionaria Palmares (VAR-Palmares).
A presidente eleita, que sucederá Luiz Inácio Lula da Silva, reconhece ter integrado estes grupos, mas rejeita ter participado de qualquer ação armada.
A Procuradoria detalhou que a Operação Bandeirante serviu aos militares como experimento para unificar em um único destacamento o trabalho de repressão e tortura a dissidentes, que até o momento se repartia entre diferentes dependências do Exército e da Polícia.
A experiência desta operação aconteceu no Destacamento de Operações de Informação do Centro de Defesa Interna (Doi-Codi), organismo que centralizou as operações de repressão de 1970 e até a instauração da democracia em 1985.
Comentários
Postar um comentário