O medo de cada um...'Desertores'

Desertores da Segunda Guerra Mundial: terror sem fim


Livro narra as jornadas de três soldados, bem diferentes entre si, que optaram por desertar (Reprodução/Internet)

Em seu novo livro, Deserter (“Desertor”, sem tradução no Brasil), Charles Glass, um historiador e jornalista americano, investiga porque alguns soldados escolheram abandonar seus postos de combate durante a Segunda Guerra Mundial. Um assunto, afirma, que permanece sendo um relativo tabú.

O livro narra as jornadas de três soldados bem diferentes entre si. O soldado Steve Weiss, uma americano que entrou para o exército aos 17 anos e lutou ao lado da resistência francesa antes de desertar; o soldado John Bain, um boxeador e poeta inglês que abandonou o seu posto por três vezes; e o soldado Alfred T. Whitehead, um americano que ganhou prêmios por bravura antes de fugir e abraçar uma vida de crimes na Paris pós-libertação. Usando uma pesquisa detalhada sobre a psicologia por trás da deserção, as convenções e obrigações militares do dia, além da punição que enfrentaram, ele defende que os desertores não eram, de maneira alguma, covardes. A deserção foi uma resposta humana natural ao estresse psicológico extremo imposto pela guerra.

Em 1987, Glass experimentou em primeira-mão o estado de guerra moderno quando foi sequestrado por guerrilheiros xiitas, em Beirute, e foi mantido cativo por 62 dias. Um jornalista experiente e antigo apresentador de TV, ele é um especialista no oriente-médio e cobriu guerras e tumultos políticos ao redor do mundo nos últimos 40 anos.

Descobriu-se que mais da metade dos desertores estavam sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático. Interessante salientar que, quando os homens desertavam, afirmou Glass, seus camaradas não os denunciavam. Eles sentiam empatia. The Economist

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