Loja do McDonald's - No Vaticano irrita cardeais
Praça São Pedro, no Vaticano: fast-food não aprovado por líderes católicos / Leinad-Z/Wikimedia Commons
Um grupo de cardeais que vive próximo à Praça São Pedro, no Vaticano, está descontente com a abertura de uma nova loja da rede de fast-food McDonald's.
O restaurante, que ainda está em reforma, ficará a poucos metros da Praça São Pedro, onde o papa Francisco celebra missas e audiências, e ocupará um prédio vago de um palácio cuja propriedade pertence à Santa Sé. O imóvel fica entre as ruas Borgo Pio e Mascherino.
A reclamação dos cardeais partiu de uma carta enviada pela Administração do Patrimônio da Sede Apostólica (Apsa), que gerencia os bens e imóveis do Vaticano. O organismo enviou um comunicado aos cardeais que vivem no mesmo prédio onde a loja do McDonald's abrirá para pedir contribuições para as obras e "trabalhos em curso" no imóvel.
Fast-food pagará o triplo do que antigo inquilino gastava
O espaço alugado pelo McDonald's tem 538 metros quadrados e era usado anteriormente por um banco. O McDonald's Development Italy pagará três vezes mais do que o antigo inquilino costumava pagar.
Mas, para começar a operar no imóvel, foi preciso fazer ajustes, como construir uma saída de ar para os fornos (será utilizada a de um elevador desativado), e as obras foram bancadas pela Apsa, que pediu uma contribuição financeira extra aos inquilinos.
Em um imóvel adjacente, moram Gerhard Ludwig Muller, em um apartamento que já foi habitado por Bento XVI, Lorenzo Baldisseri, Angelo Amato, Walter Kasper, Mauro Piacenza. O empreendimento também tem sido criticado pelos moradores civis da região e pelos comerciantes. Além dos custos adicionais da obra no imóvel, a legislação italiana não permite alterações na estrutura do prédio, nem que negócios do tipo atuem na região de Borgo Pio.
Polêmica em Florença
O McDonald's também tem causado polêmica em Florença, onde um novo restaurante da marca está prestes a inaugurar próximo à catedral. A rede chegou a pedir à Justiça para anular um regulamento da Unesco de 18 de janeiro que impede um ponto de venda na região.
Caso não haja solução para o problema, o McDonald's pedirá um ressarcimento de 18 milhões de euros mais um pagamento por danos à sua imagem.Ansa
Um grupo de cardeais que vive próximo à Praça São Pedro, no Vaticano, está descontente com a abertura de uma nova loja da rede de fast-food McDonald's.
O restaurante, que ainda está em reforma, ficará a poucos metros da Praça São Pedro, onde o papa Francisco celebra missas e audiências, e ocupará um prédio vago de um palácio cuja propriedade pertence à Santa Sé. O imóvel fica entre as ruas Borgo Pio e Mascherino.
A reclamação dos cardeais partiu de uma carta enviada pela Administração do Patrimônio da Sede Apostólica (Apsa), que gerencia os bens e imóveis do Vaticano. O organismo enviou um comunicado aos cardeais que vivem no mesmo prédio onde a loja do McDonald's abrirá para pedir contribuições para as obras e "trabalhos em curso" no imóvel.
Fast-food pagará o triplo do que antigo inquilino gastava
O espaço alugado pelo McDonald's tem 538 metros quadrados e era usado anteriormente por um banco. O McDonald's Development Italy pagará três vezes mais do que o antigo inquilino costumava pagar.
Mas, para começar a operar no imóvel, foi preciso fazer ajustes, como construir uma saída de ar para os fornos (será utilizada a de um elevador desativado), e as obras foram bancadas pela Apsa, que pediu uma contribuição financeira extra aos inquilinos.
Em um imóvel adjacente, moram Gerhard Ludwig Muller, em um apartamento que já foi habitado por Bento XVI, Lorenzo Baldisseri, Angelo Amato, Walter Kasper, Mauro Piacenza. O empreendimento também tem sido criticado pelos moradores civis da região e pelos comerciantes. Além dos custos adicionais da obra no imóvel, a legislação italiana não permite alterações na estrutura do prédio, nem que negócios do tipo atuem na região de Borgo Pio.
Polêmica em Florença
O McDonald's também tem causado polêmica em Florença, onde um novo restaurante da marca está prestes a inaugurar próximo à catedral. A rede chegou a pedir à Justiça para anular um regulamento da Unesco de 18 de janeiro que impede um ponto de venda na região.
Caso não haja solução para o problema, o McDonald's pedirá um ressarcimento de 18 milhões de euros mais um pagamento por danos à sua imagem.Ansa

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