NOBEL - Cantor e compositor Bob Dylan vence o Nobel de Literatura
Com seu folk-rock de letras inspiradas, os óculos escuros e a voz rouca, o cantor e compositor é uma lenda viva da música popular americana do século XX.
O cantor e compositor americano Bob Dylan, trovador cuja obra influencia há meio século o mundo do folk-rock, foi anunciado nesta quinta-feira como o vencedor do Nobel de Literatura e se tornou o primeiro músico premiado pela Academia Sueca.
Bob Dylan, 75 anos, foi premiado por ter criado "novos modos de expressão poética dentro da grande tradição da música americana", anunciou a secretária-geral da Academia, Sara Danius. O anúncio foi recebido com aplausos entre os jornalistas presentes no majestoso Salão da Bolsa de Estocolmo, mas deixou surpresos os analistas, acostumados com a atribuição do prêmio aos grandes romancistas de nossa época. "Bob Dylan escreve uma poesia para os ouvidos, que deve ser declamada. Se você pensa nos gregos da Antiguidade, em Safo, em Homero, também escreviam poesia para declamar, de preferência acompanhada por instrumentos", declarou Danius ao canal público SVT.
Ao defender a decisão da Academia, ela destacou que ocorreu uma "grande coesão" entre os membros do júri sobre a escolha de Dylan. "É parte de uma grande tradição que remonta a William Blake", o famoso poeta inglês morto em 1827, disse a secretária, que citou "Visions of Johanna" (Visões de Johanna) e "Chimes of Freedom" (Sinos de Liberdade). "Tem um dom extremo da rima. É um sampler literário que convoca a grande tradição e pode combinar de forma absolutamente inovadora músicas de gêneros distintos", completou. France Presse
O cantor e compositor americano Bob Dylan, trovador cuja obra influencia há meio século o mundo do folk-rock, foi anunciado nesta quinta-feira como o vencedor do Nobel de Literatura e se tornou o primeiro músico premiado pela Academia Sueca.
Bob Dylan, 75 anos, foi premiado por ter criado "novos modos de expressão poética dentro da grande tradição da música americana", anunciou a secretária-geral da Academia, Sara Danius. O anúncio foi recebido com aplausos entre os jornalistas presentes no majestoso Salão da Bolsa de Estocolmo, mas deixou surpresos os analistas, acostumados com a atribuição do prêmio aos grandes romancistas de nossa época. "Bob Dylan escreve uma poesia para os ouvidos, que deve ser declamada. Se você pensa nos gregos da Antiguidade, em Safo, em Homero, também escreviam poesia para declamar, de preferência acompanhada por instrumentos", declarou Danius ao canal público SVT.
Ao defender a decisão da Academia, ela destacou que ocorreu uma "grande coesão" entre os membros do júri sobre a escolha de Dylan. "É parte de uma grande tradição que remonta a William Blake", o famoso poeta inglês morto em 1827, disse a secretária, que citou "Visions of Johanna" (Visões de Johanna) e "Chimes of Freedom" (Sinos de Liberdade). "Tem um dom extremo da rima. É um sampler literário que convoca a grande tradição e pode combinar de forma absolutamente inovadora músicas de gêneros distintos", completou. France Presse

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