PERSPECTIVAS SOMBRIAS - A triste realidade do Afeganistão 15 anos após a invasão dos EUA

O número de civis mortos ou feridos tem crescido com regularidade desde 2009 (Fonte: Reprodução/Reuters)

Em 7 de outubro de 2001, o Exército dos Estados Unidos invadiu o Afeganistão para derrubar o governo talibã e eliminar a Al Qaeda e Osama bin Laden, o mentor dos atentados terroristas de 11 de setembro. O talibã perdeu o poder, embora tenha demorado quase dez anos até Bin Laden ser assassinado no Paquistão. Quinze anos depois da invasão, as perspectivas do Afeganistão são sombrias.
O Estado Islâmico (EI) conquistou posições no país. O talibã controla grandes áreas, sobretudo nas regiões rurais ao sul e a leste, onde recuperou territórios perdidos durante o período de 2009 a 2012, quando 130 mil soldados da OTAN ocuparam o país.

Os governos estrangeiros deram mais de US$ 100 bilhões de ajuda civil e segurança desde 2002, segundo o Banco Mundial. Durante os anos que antecederam o auge dos conflitos, a ajuda externa foi quase equivalente ao PIB do país, incluindo os gastos militares. Só os EUA deram mais de US$ 700 bilhões ao Afeganistão. Em uma conferência de doadores em Bruxelas na primeira semana de outubro, os participantes decidiram dar uma ajuda civil no valor de cerca de US$ 3,8 bilhões por ano até 2020.

Ashraf Ghani, presidente do Afeganistão, é um antigo especialista em desenvolvimento do Banco Mundial e sabe como adotar medidas para impulsionar a economia do país. Mas a implementação dessas medidas tem sido lenta e seu governo tem enfrentado movimentos dissidentes. A corrupção, que se agravou a partir da invasão americana, prejudica a reforma política e econômica do país.
As consequências dos confrontos violentos com os grupos extremistas dos talibãs são de longo alcance e fatais. A expectativa de vida dos afegãos, de 53 anos para os homens e de 55 para as mulheres, é a quarta mais baixa do mundo, de acordo com novos dados do Institute of Health Metrics and Evaluation.

O número de civis mortos ou feridos tem crescido com regularidade desde 2009, quando a ONU começou a registrar a incidência dos danos à população civil. Em 2005, a guerra causou em torno de 0,6% de todas as mortes. No ano passado foi responsável por mais de 10%.
The Economist

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FORÇAS ARMADAS

E assim começa 2010........