CONCENTRAÇÃO BANCÁRIA
Quatro bancos concentram 72,4% dos ativos do país
Política de concentração bancária avançou nos últimos anos (Foto: Flickr)
A concentração bancária no Brasil segue a pleno vapor. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 16, pelo jornal Estado de S. Paulo, os quatro maiores bancos do país (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco) concentram hoje 72,4% dos ativos das instituições financeiras.
O percentual mostra um avanço em relação ao ano 2000, quando, segundo dados do Banco Central, os quatro bancos somavam 50,4% dos ativos. O jornal lembra como as aquisições financeiras diminuíram o número de bancos no país. O Unibanco, por exemplo, foi adquirido pelo Itaú; a Nossa Caixa, pelo Banco do Brasil; e o HSBC, pelo Bradesco.
Um caso que simboliza essa política de concentração bancária é o do Banco da América do Sul, que foi comprado, em 1998, pelo italiano Sudameris, que, por sua vez, foi comprado pelo ABN Amro Real S.A. Este último foi adquirido em 2007, pelo Santander, o quinto maior banco do país.
A concentração faz com que os quatro maiores bancos do país acumulem 80% do crédito concedido no Brasil, e tenham, em média, 75 a cada 100 agências espalhadas pelo país. Para os consumidores essa concentração é prejudicial, pois a redução da concorrência eleva as chances dos preços praticados pelos bancos serem iguais, enquanto ofertas e oportunidades diminuem.
“Bancões comprando outros bancos têm ganhos de escala, o que abriria possibilidade para oferecer taxas e tarifas menores aos clientes, mas isso não acontece na prática. Essa concentração é um perigo para o consumidor, que não tem para onde correr”, disse, em entrevista ao Estadão, Henrique Lian, gerente de políticas públicas da associação de defesa do consumidor Proteste.Estadão
Política de concentração bancária avançou nos últimos anos (Foto: Flickr)
A concentração bancária no Brasil segue a pleno vapor. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 16, pelo jornal Estado de S. Paulo, os quatro maiores bancos do país (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco) concentram hoje 72,4% dos ativos das instituições financeiras.
O percentual mostra um avanço em relação ao ano 2000, quando, segundo dados do Banco Central, os quatro bancos somavam 50,4% dos ativos. O jornal lembra como as aquisições financeiras diminuíram o número de bancos no país. O Unibanco, por exemplo, foi adquirido pelo Itaú; a Nossa Caixa, pelo Banco do Brasil; e o HSBC, pelo Bradesco.
Um caso que simboliza essa política de concentração bancária é o do Banco da América do Sul, que foi comprado, em 1998, pelo italiano Sudameris, que, por sua vez, foi comprado pelo ABN Amro Real S.A. Este último foi adquirido em 2007, pelo Santander, o quinto maior banco do país.
A concentração faz com que os quatro maiores bancos do país acumulem 80% do crédito concedido no Brasil, e tenham, em média, 75 a cada 100 agências espalhadas pelo país. Para os consumidores essa concentração é prejudicial, pois a redução da concorrência eleva as chances dos preços praticados pelos bancos serem iguais, enquanto ofertas e oportunidades diminuem.
“Bancões comprando outros bancos têm ganhos de escala, o que abriria possibilidade para oferecer taxas e tarifas menores aos clientes, mas isso não acontece na prática. Essa concentração é um perigo para o consumidor, que não tem para onde correr”, disse, em entrevista ao Estadão, Henrique Lian, gerente de políticas públicas da associação de defesa do consumidor Proteste.Estadão

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