MISSÃO ESPACIAL
Agências espaciais lançam missão a Mercúrio
Missão só deve chegar a Mercúrio no final de 2025 (Foto: Medialab da ESA/ATG)
A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) lançam, na madrugada deste sábado, 20, uma missão conjunta para explorar o planeta Mercúrio, o menor do sistema solar. Por ser também o planeta mais próximo do Sol, um dos principais desafios da missão é o intenso calor.
Enquanto em um polo a temperatura de Mercúrio chega a 450ºC, no outro é de menos 180ºC. Isso acontece porque o planeta demora 59 dias terrestres para dar a volta em si mesmo, completando o movimento de rotação. Acredita-se que a sua baixa velocidade e o seu pequeno tamanho tenham permitido o resfriamento do núcleo do planeta.
A missão BepiColombo, que tem como objetivo explorar o pequeno planeta, só deve chegar ao destino em dezembro de 2025. Caso voasse direto para Mercúrio, poderia se aproximar do planeta em alguns meses, mas devido ao calor e à força gravitacional, a missão fará um caminho mais longo e cuidadoso. Por isso, a observação só deve começar no início de 2026 e deve durar um ano.
“Mercúrio é um pequeno corpo perto do Sol, então você poderia voar direto para Mercúrio e chegar lá em alguns meses, mas você não pode parar porque a gravidade do Sol te suga”, explicou Suzanne Imber, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, ao Guardian.
Essa será a primeira vez que a Jaxa e a ESA enviam uma missão para Mercúrio. Anteriormente, apenas a Agência Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), havia explorado o planeta, em 1973 e 2004. Entre as principais descobertas das missões anteriores está a presença de um campo magnético e gelo e água em algumas crateras sombreadas do planeta.
A missão ao pequeno planeta contará com duas sondas, a Mercury Planetary Orbiter (MPO), da Europa, e o Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO), do Japão. Enquanto a tecnologia japonesa vai girar 15 vezes por minuto para impedir que o calor queime seus sistemas, a europeia estará envolvida em um cobertor multicamada e terá um radiador para proteção.
A japonesa MMO vai ter como principal objetivo a investigação do campo magnético de Mercúrio e como ele reage ao vento solar, visto que o planeta fica a apenas 58 milhões de quilômetros do Sol. Enquanto isso, a MPO vai estudar o terreno, coletando dados sobre a estrutura e composição da superfície.
Com essa nova missão, os cientistas esperam desvendar alguns mistérios que rondam o pequeno planeta. Algumas teorias dizem respeito à possibilidade de Mercúrio ter começado a sua vida mais distante do Sol, mas que alguma colisão possa tê-lo aproximado da estrela. Ademais, os cientistas querem estudar um possível encolhimento do planeta.
“Um planeta encolherá a medida que esfria, e Mercúrio esfriou muito – achamos que o planeta esfriou de tal maneira que seu raio foi reduzido em oito quilômetros ao longo de sua história. […] Existem grandes penhascos que suspeitamos terem sido criados por esse processo em que esse encolhimento ocorreu, mas alguns fragmentos diminuíram e outros não diminuíram tanto”, apontou Nicolas Thomas, um dos responsáveis pelo MPO, ao Guardian.
A missão conjunta entre a ESA e a Jaxa vai partir de uma plataforma de lançamento na Guiana Francesa. O investimento foi de 1,6 bilhão de euros (US$ 1,84 bilhão). A missão foi chamada de BepiColombo em homenagem ao matemático italiano Giuseppe (Bepi) Colombo (1920-1984), professor da Universidade de Pádua, da Itália, que foi um personagem importante para a missão de 1973.The Guardian
Missão só deve chegar a Mercúrio no final de 2025 (Foto: Medialab da ESA/ATG)
A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) lançam, na madrugada deste sábado, 20, uma missão conjunta para explorar o planeta Mercúrio, o menor do sistema solar. Por ser também o planeta mais próximo do Sol, um dos principais desafios da missão é o intenso calor.
Enquanto em um polo a temperatura de Mercúrio chega a 450ºC, no outro é de menos 180ºC. Isso acontece porque o planeta demora 59 dias terrestres para dar a volta em si mesmo, completando o movimento de rotação. Acredita-se que a sua baixa velocidade e o seu pequeno tamanho tenham permitido o resfriamento do núcleo do planeta.
A missão BepiColombo, que tem como objetivo explorar o pequeno planeta, só deve chegar ao destino em dezembro de 2025. Caso voasse direto para Mercúrio, poderia se aproximar do planeta em alguns meses, mas devido ao calor e à força gravitacional, a missão fará um caminho mais longo e cuidadoso. Por isso, a observação só deve começar no início de 2026 e deve durar um ano.
“Mercúrio é um pequeno corpo perto do Sol, então você poderia voar direto para Mercúrio e chegar lá em alguns meses, mas você não pode parar porque a gravidade do Sol te suga”, explicou Suzanne Imber, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, ao Guardian.
Essa será a primeira vez que a Jaxa e a ESA enviam uma missão para Mercúrio. Anteriormente, apenas a Agência Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), havia explorado o planeta, em 1973 e 2004. Entre as principais descobertas das missões anteriores está a presença de um campo magnético e gelo e água em algumas crateras sombreadas do planeta.
A missão ao pequeno planeta contará com duas sondas, a Mercury Planetary Orbiter (MPO), da Europa, e o Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO), do Japão. Enquanto a tecnologia japonesa vai girar 15 vezes por minuto para impedir que o calor queime seus sistemas, a europeia estará envolvida em um cobertor multicamada e terá um radiador para proteção.
A japonesa MMO vai ter como principal objetivo a investigação do campo magnético de Mercúrio e como ele reage ao vento solar, visto que o planeta fica a apenas 58 milhões de quilômetros do Sol. Enquanto isso, a MPO vai estudar o terreno, coletando dados sobre a estrutura e composição da superfície.
Com essa nova missão, os cientistas esperam desvendar alguns mistérios que rondam o pequeno planeta. Algumas teorias dizem respeito à possibilidade de Mercúrio ter começado a sua vida mais distante do Sol, mas que alguma colisão possa tê-lo aproximado da estrela. Ademais, os cientistas querem estudar um possível encolhimento do planeta.
“Um planeta encolherá a medida que esfria, e Mercúrio esfriou muito – achamos que o planeta esfriou de tal maneira que seu raio foi reduzido em oito quilômetros ao longo de sua história. […] Existem grandes penhascos que suspeitamos terem sido criados por esse processo em que esse encolhimento ocorreu, mas alguns fragmentos diminuíram e outros não diminuíram tanto”, apontou Nicolas Thomas, um dos responsáveis pelo MPO, ao Guardian.
A missão conjunta entre a ESA e a Jaxa vai partir de uma plataforma de lançamento na Guiana Francesa. O investimento foi de 1,6 bilhão de euros (US$ 1,84 bilhão). A missão foi chamada de BepiColombo em homenagem ao matemático italiano Giuseppe (Bepi) Colombo (1920-1984), professor da Universidade de Pádua, da Itália, que foi um personagem importante para a missão de 1973.The Guardian

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