América Latina deve passar incólume por recessão
Deficiência da infraestrutura é apontada como ponto fraco na região (Fonte: Reprodução/Exame)
Um relatório divulgado no ultimo dia 7, pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) aponta que a América Latina não deve ser atingida por uma possível recessão e destaca o desempenho dos países da região.
Ainda de acordo com o relatório, a perspectiva para a América Latina é ótima para os próximos anos. O FEM também destaca que a região conseguiu superar a recessão global de 2008: “Com uma taxa de crescimento em torno de 6% em 2010 e taxas previstas de 4,75% para 2011 e de 4,25% para 2012, a região reduziu o diferencial de produção e o excesso de capacidade gerado nos anos da recessão, superando em resultados as economias mais avançadas”.
Indícios de superaquecimento
O FEM alerta, entretanto, para sinais de superaquecimento de alguns países exportadores de matérias-primas da região, como Chile e Brasil. “Há pressões inflacionárias que começaram a se acentuar e que são cada vez mais preocupantes”, adverte.
Após subir cinco posições em relação ao ano anterior, o Brasil ocupa atualmente o 53º lugar no ranking de competitividade elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial, que engloba 142 países. O Chile segue como o país mais competitivo da região, na 31ª posição. Os dez primeiros do ranking são Suíça, Cingapura, Suécia, Finlândia, EUA, Alemanha, Países Baixos, Dinamarca, Japão e Reino Unido.
Desafios
Além do Brasil, outros países da América Latina também subiram algumas posições no ranking deste ano, incluindo México (de 66º para 58º), Peru (de 73º para 67º), Bolívia (de 108º para 103º), Equador (de 105º para 101º), Panamá (de 53º para 49º), Argentina (de 87º para 85º) e Uruguai (de 64º para 63º).
O FEM também destaca quatro desafios comuns para as economias da região que podem prejudicar o crescimento a longo prazo. São eles: fraqueza institucional e consequente insegurança, deficiência da infraestrutura, ineficaz repartição da produção e dos recursos humanos e atraso em matéria de inovação em relação a outras nações emergentes.
Fonte: Veja
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