O 11 de setembro despertou o medo do fim do mundoII

Malaquias, João e Nostradamus
A maior parte das profecias são de difícil compreensão e, portanto, manipuláveis, segundo Ernesto. Para lê-las, segundo ele, "é preciso ser muito seletivo. As profecias mais confiáveis são as clássicas, ou seja, as dos profetas Malaquias, João e Nostradamus, que têm muitos séculos e grande índice de acertos".


Literatura clássica esotérica serviu de fonte para profecias sobre o 11/09 (Foto: EFE).

Algumas adivinhações parecem realmente ter semelhanças com fato que ocorrerão em breve. Por exemplo, como assinala Ernesto, "na profecia de Malaquias, a lista de papas termina com o número 112. O papa atual é o 111. Cada um destes é representado por um ‘lema’ exceto o último, chamado Pedro Romano".

Bento 16 é representado com o lema “a glória da oliveira” e, como ressalta o especialista, "levando em conta que o atual papa é muito velho, não pode restar muitos anos”. No entanto, ele contesta a profecia por entender que “está unicamente relacionada à Igreja Católica".

Cada um dos 111 lemas de Malaquias coincide com o período de Pontificado de cada um dos papas. "Um exemplo muito claro – diz Ernesto – é o de João Paulo 1º, representado pelo lema 109 'De meditate lunae' (da meia lua). Seu nome era Albino Lucciani, seu nome significa luz branca. Nasceu na diocese de Belluno (do latim, da lua: luno). Foi escolhido em 26 de agosto de 1978, quando na noite de 25 para 26 a lua estava na posição de "meia lua". Também seu nascimento, sua ordenação sacerdotal e episcopal e outros importantes eventos de sua vida ocorreram em noites de meia lua".

O especialista diz que após, Pedro Romano, o profeta fala da destruição da cidade das sete colinas (Roma), cujo augúrio aparece também no livro do profeta Daniel e no Apocalipse de São João. E ressalta também que o papa Pio 10, ao morrer, predisse que um de seus sucessores sairia do Vaticano pulando por cima dos cadáveres de seus colaboradores.

"As torres de Babel da opulência"
Mas, para o especialista, são as profecias escritas por João as mais claras. "Basicamente, não se deve fazer interpretação das mesmas e, evidentemente, elas se referem à época atual, ao enumerá-las continuamente com a apostila: 'Quando começar o ano mil que segue ao ano mil', ou seja, 2000. Há exemplos impressionantes, como o que se refere ao atentado das Torres Gêmeas".

“Quando começar o ano mil que segue ao ano mil, multidão de homens serão excluídos da vida humana; não terão direitos, nem teto, nem pão. Estarão desnudos e não terão mais que seu corpo para vender. Eles serão usados longe das torres de Babel da opulência; se agitarão como um remorso ou uma ameaça; ocuparão regiões inteiras e proliferarão. Escutarão os discursos da vingança e se lançarão ao ataque das torres orgulhosas. Terá chegado o tempo das invasões bárbaras". (“O Protocolo das Profecias”, João de Jerusalém, 1040-1120, Vezelay-França).

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