O 11 de setembro despertou o medo do fim do mundo III

O calendário Maia
Em relação às supostas profecias do calendário maia, Ernesto García nega que contenha profecias e explica que "é um instrumento com o qual esta civilização dividiu o tempo em um ciclo maior de cinco períodos. O quinto ciclo termina em 21 de dezembro de 2012. É o ciclo maior com o qual põem um fim no calendário, mas isso não significa que o mundo vá acabar".
A astrologia, ciência que baseia seus conhecimentos no movimento dos astros e nas observações realizadas por astrólogos desde a Antiguidade, também pode fornecer dados reveladores sobre a opinião de Ernesto: "Os astrólogos entendem que, quanto mais lentos são os planetas, mais falam da sociedade em seu conjunto. O fenômeno mais recente é a entrada de Plutão, o mais lento deles, no signo de Capricórnio, que ocorreu entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2008. Dois dias antes houve uma das maiores quedas da Bolsa de todos os tempos".
Ernesto expõe também que "a entrada de Plutão em Capricórnio marca uma mudança de direção de eventos. Até agora os problemas provocados pelo fundamentalismo islâmico, sobretudo a partir dos atentados do dia 11 de setembro, foram os que mais afetaram a sociedade. Esta época correspondeu à permanência de Plutão em Sagitário, signo que está relacionado com as religiões e com o estrangeiro".
Esse período tende a terminar, segundo o especialista "embora continue vivo. Na atualidade, a situação está centrada no processo econômico no qual muitas das grandes corporações balançaram, o que repercutiu no mundo do trabalho".
Para o astrólogo, "a presença de Plutão em Capricórnio, que se manterá até 2024, anuncia uma queda-de-braço entre Estados e cidadãos. Os primeiros, alegando problemas de segurança, vão realizar grandes cortes nas liberdades dos cidadãos, criando populações amedrontadas e assustadas".
"Por enquanto estamos em um período de calma com tensão mas, a partir da entrada de outro astro lento, Netuno, no signo de Peixes (3 de fevereiro de 2012), a agitação vai aumentar e a população vai desafiar mais ainda os poderosos. Possivelmente tendências como o movimento 15-M , que apareceu na capital da Espanha, ou as revoltas sociais nos países árabes e islâmicos vão abrir passagem para atitudes bastante mais contestatórias e radicais".
Mas, Ernesto conclui categoricamente: "Não falo do fim do mundo em nenhum momento. Acredito no final de uma série de situações que, evidentemente, não é preciso ser astrólogo para se dar conta de que elas têm que terminar. Haverá uma catarse porque, para que nasçam sociedades novas, têm que morrer as antigas, e nesse processo há uma parte de destruição que sempre é dolorosa".
Comentários
Postar um comentário