Pensando grande no espaço


Asa do Stratolaunch é cerca de duas maior que a de um Boeing 747 (Reprodução/Economist)

Quando era pequeno Paul Allen, o co-fundador da Microsoft, sonhava em ir ao espaço. Ele até tentou lançar o braço oco de alumínio de uma cadeira, preenchido com propelente, em órbita. Não funcionou. Mas sua ultima aventura em viagens espaciais – uma joint venture com Burt Rutan, um famoso designer de aviões – parece mais promissora. No início do mês, os dois disseram que irão construir um sistema de lançamento orbital lançado por ar. Para fazer isso, a empresa de Paul Allen, a Stratolaunch Systems, terá que construir o maior avião do mundo.

O Stratolaunch, como o avião será chamado, será grande. Muito, muito grande. Ele terá seis motores, um comprimento de asa de 117 metros e pesará cerca de 544 toneladas. (O comprimento da asa de um Boeing 747 é cerca de metade da do Stratolauch). A decolagem irá demandar 3,6 km de pista, e o avião lançará seu foguete – uma versão reduzida do foguete Falcon 9, construído por outra empresa privada chamada SpaceX – a cerca de 9.100 metros do solo. Toda a geringonça será capaz de colocar seis toneladas na órbita da Terra.

A ideia é oferecer uma maneira mais barata de colocar um foguete de tamanho médio em órbita, e o sistema é desenhado para preencher um nicho que o Delta 2 da Boeing deixou vazio. Em última instância, entretanto, Allen quer ver o sistema lançar humanos no espaço.

É claro que a pergunta óbvia é porque não lançar o foguete diretamente do solo, em primeiro lugar? Acontece que esses lançamentos de foguetes baseados no solo são amplamente restringidos por detalhes como o local onde está a rampa de lançamento, ou como está o tempo. O lançamento no ar, por outro lado, torna o acesso orbital ao espaço muito mais flexível, um bônus especial para as aplicações militares. Haverá também um pequeno ganho em eficiência lançando o foguete acima da atmosfera terrestre.
O cronograma atual prevê os voos testes para 2015, e o lançamento inicial para 2016. Mas as empreitadas envolvendo voos espaciais são difíceis e intolerantes, e esse cronograma deve sofrer atrasos.

The Economist

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