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Festa do Sacrifício tem clima de paz e contenção de despesas para muçulmanos

Menina durante o festival Eid al-Adha, nos Emirados Árabes Unidos. EFE/Ali Haider

Milhões de muçulmanos no Oriente Médio participam nesta terça-feira do "Eid al-Adha" (Festa do Sacrifício) - a principal comemoração do Islã - entre contenção de despesas, por causa dos altos preços do mercado, e com alguma tranquilidade, apesar dos conflitos que a região sofre há anos.

Neste dia, uma das principais tradições é comer carne de cordeiro logo de manhã. O objetivo é lembrar a disposição de Abraão em oferecer a Deus a vida do seu primogênito, que, conforme a tradição muçulmana é Ismael, e cuja linhagem acredita-se que deu origem aos árabes.

Esta é a primeira vez que iraquianos comemoram a data após a derrota do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no país, anunciada em dezembro do ano passado, depois de três anos de ocupação. Por conta da ocasião, as autoridades abriram estradas que levam a parques e espaços públicos e que estavam fechadas desde que os Estados Unidos invadiram o país em 2003. Por anos, essas vias ficaram com a circulação suspensa durante a festividade para evitar atentados.

O mesmo clima é visto no Sudão do Sul, onde o governo e a guerrilha assinaram um acordo de reconciliação no último dia 5, após cinco anos de guerra. Religiosos do país disseram que Deus quis que a festa coincidisse com o início da paz no país.

Na Síria, o presidente Bashar al-Assad também participou da reza em Damasco pela primeira vez com toda a província "livre" de grupos rebeldes e organizações jihadistas, que controlavam certas áreas nos arredores da capital.

Porém, a difícil situação econômica de países como Líbano e Egito, mergulhados em crises, se refletiu na comemoração devido aos altos preços das comidas.

O Eid al-Adha coincide com os últimos ritos da peregrinação anual à Meca. Este ano, mais de 2,3 milhões muçulmanos foram cumprir essa obrigação, conforme os dados mais recentes do governo saudita. Os peregrinos participaram hoje em uma grande reza em Muzdalifah e se dirigiram à Mina, onde completam a tradição de matar um animal para comer e fazem o tradicional "apedrejamento do diabo", que consiste em lançar pedras a cada um dos pilares que representam as aparições do demônio a Abraão.

Há três anos, no percurso para este último rito, um tumulto deixou 2 mil fiéis mortos, numa das maiores tragédias ocorridas na cidade sagrada durante a peregrinação. Desde então, as medidas de segurança foram reforçadas com o objetivo de evitar, também, que haja qualquer tipo de infiltração na cidade sagrada.

O porta-voz das forças de segurança sauditas para a peregrinação, Sami al Shueira, indicou hoje em entrevista coletiva que mais de 900 mil pessoas que entraram em Meca sem permissão prévia das autoridades foram contidas.EFE

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