ODEBRECHT PERU
Alan García volta alegar perseguição política para pedir asilo ao Uruguai
EFE/Ernesto Arias
O ex-presidente peruano Alan García voltou a afirmar nesta quarta-feira que está sendo vítima de uma perseguição política no país, motivo pelo qual decidiu pedir asilo ao Uruguai.
Investigado dentro do escândalo de corrupção da construtora Odebrecht no Peru, García foi proibido de deixar o país pela Justiça no sábado, e horas depois se apresentou à embaixada do Uruguai em Lima para fazer a solicitação de asilo.
Em carta nas redes sociais, o ex-presidente criticou a decisão da Justiça, aceita por ele inicialmente. García acusou o juiz responsável pelo caso de aceitar uma ordem do Ministério do Interior para mantê-lo no território peruano, mas não apresentou provas.
Além disso, segundo o ex-presidente, o promotor José Domingo Pérez, responsável pelo caso, pretendia pedir sua prisão na última segunda-feira. O mandato seria cumprido quando García chegasse ao local para continuar um depoimento que havia sido suspenso.
García, que está na residência do embaixador uruguaio na capital do país, afirmou que não aceitará ser preso sem que consiga apresentar sua defesa no caso. E chamou de "rumores" os indícios que o levaram a ser acusado de colusão e lavagem de dinheiro.
O líder do Partido Aprista Peruano (PAP) ainda afirmou na carta que é inocente e que não recebeu dinheiro ilegal da Odebrecht.
O ex-presidente é investigado por ter recebido US$ 100 mil da construtora brasileira para realizar uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2012. O dinheiro teria saído do Setor de Operações Estruturadas da empresa, apelido "departamento de propina" dentro da Operação Lava Jato.
Além disso, García teria recebido parte dos US$ 24 milhões que a Odebrecht pagou em propinas durante a construção da linha 1 do metrô de Lima. Em delação premiada, Carlos Nostre, executivo da construtora, afirmou que US$ 14 milhões foram destinados a funcionários do alto escalão do governo do ex-presidente.
Na carta, o ex-presidente alega que nunca soube que o dinheiro da palestra na Fiesp saiu da Odebrecht. E afirmou que nenhuma delação o envolve diretamente nas propinas do metrô.
Organizações internacionais e o governo do Peru têm rebatido as afirmações do ex-presidente desde o fim de semana, destacando que a independência de poderes é respeitada no país e que García não é vítima de perseguição.EFE
EFE/Ernesto Arias
O ex-presidente peruano Alan García voltou a afirmar nesta quarta-feira que está sendo vítima de uma perseguição política no país, motivo pelo qual decidiu pedir asilo ao Uruguai.
Investigado dentro do escândalo de corrupção da construtora Odebrecht no Peru, García foi proibido de deixar o país pela Justiça no sábado, e horas depois se apresentou à embaixada do Uruguai em Lima para fazer a solicitação de asilo.
Em carta nas redes sociais, o ex-presidente criticou a decisão da Justiça, aceita por ele inicialmente. García acusou o juiz responsável pelo caso de aceitar uma ordem do Ministério do Interior para mantê-lo no território peruano, mas não apresentou provas.
Além disso, segundo o ex-presidente, o promotor José Domingo Pérez, responsável pelo caso, pretendia pedir sua prisão na última segunda-feira. O mandato seria cumprido quando García chegasse ao local para continuar um depoimento que havia sido suspenso.
García, que está na residência do embaixador uruguaio na capital do país, afirmou que não aceitará ser preso sem que consiga apresentar sua defesa no caso. E chamou de "rumores" os indícios que o levaram a ser acusado de colusão e lavagem de dinheiro.
O líder do Partido Aprista Peruano (PAP) ainda afirmou na carta que é inocente e que não recebeu dinheiro ilegal da Odebrecht.
O ex-presidente é investigado por ter recebido US$ 100 mil da construtora brasileira para realizar uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2012. O dinheiro teria saído do Setor de Operações Estruturadas da empresa, apelido "departamento de propina" dentro da Operação Lava Jato.
Além disso, García teria recebido parte dos US$ 24 milhões que a Odebrecht pagou em propinas durante a construção da linha 1 do metrô de Lima. Em delação premiada, Carlos Nostre, executivo da construtora, afirmou que US$ 14 milhões foram destinados a funcionários do alto escalão do governo do ex-presidente.
Na carta, o ex-presidente alega que nunca soube que o dinheiro da palestra na Fiesp saiu da Odebrecht. E afirmou que nenhuma delação o envolve diretamente nas propinas do metrô.
Organizações internacionais e o governo do Peru têm rebatido as afirmações do ex-presidente desde o fim de semana, destacando que a independência de poderes é respeitada no país e que García não é vítima de perseguição.EFE

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