CASO ASSANGE
Equador concede cidadania a Julian Assange
Assange buscou asilo depois que a Suécia tentou prendê-lo por conta de crimes sexuais (Foto: Wikimedia)
Na última quinta-feira, 11, o Equador anunciou que concedeu cidadania a Julian Assange, o cofundador do WikiLeaks. Assange está na embaixada equatoriana em Londres desde que começou a buscar asilo político, em 2012.
O anúncio ocorreu horas após o Reino Unido ter rejeitado o pedido do Equador de dar imunidade diplomática a Assange para que ele possa deixar a embaixada. Sem a imunidade, ele não pode sair da embaixada para ir para o Equador.
Assange pediu asilo depois que a Suécia tentou prendê-lo por conta de crimes sexuais. Apesar de a Suécia não estar mais em busca de sua extradição, Assange se nega a deixar a embaixada, já que teme que o Reino Unido o extradite para os Estados Unidos, onde enfrentaria acusações de envolvimento na divulgação de documentos secretos que, segundo os americanos, afetaram a segurança nacional.
As agências de inteligência americana concluíram que foram hackers russos – trabalhando para o Kremlin – os responsáveis pelas intrusões no sistema, mas Assange insiste que pelas regras do WikiLeaks, ele não sabia a fonte dos e-mails. Assange também nega ter trabalhaado para a Rússia ou para qualquer outro governo.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse que prender Assange é uma prioridade do país. Quando os procuradores suecos deixaram de tentar extraditá-lo no ano passado, não foi por considerá-lo inocente ou culpado, mas porque eles não viam esperança em fazê-lo deixar a embaixada. A polícia britânica, por sua vez, diz que Assange ainda é alvo de prisão por ter se recusado a se entregar às autoridades. Além disso, há uma grande chance de os Estados Unidos terem emitido um pedido de prisão secreto e um mandato de extradição pela ligação entre Assange e Chelsea Manning, que foi condenada por revelar segredos do Estado.
O anúncio do Equador vem dias depois da especulação de que o governo equatoriano estava tentando encontrar uma solução para Assange. A ministra de Relações Exteriores, María Fernanda Espinosa, disse na última terça-feira, 9, que o país estava a procura de um mediador que poderia negociar sua saída da embaixada.
Na última quarta-feira, 10, Assange postou uma foto sua com uma camisa de futebol do Equador, levantando a suspeita de cidadania. No mesmo dia, a Reuters revelou que seu nome estava entre os registros civis dos cidadãos equatorianos.
Na quinta-feira, 11, Espinosa disse que Assange solicitou a cidadania no dia 16 de setembro e que o documento foi concedido no dia 12 de dezembro. Espinosa também afirmou que o Equador pediu formalmente, no dia 20 de dezembro, que Assange recebesse o status diplomático. O Reino Unido, no entanto, negou o pedido no dia seguinte. Segundo Espinosa, a decisão de conceder cidadania a Assange foi feita depois de várias revisões cuidadosas sobre a Constituição do Equador e das leis internacionais.The New York Times
Assange buscou asilo depois que a Suécia tentou prendê-lo por conta de crimes sexuais (Foto: Wikimedia)
Na última quinta-feira, 11, o Equador anunciou que concedeu cidadania a Julian Assange, o cofundador do WikiLeaks. Assange está na embaixada equatoriana em Londres desde que começou a buscar asilo político, em 2012.
O anúncio ocorreu horas após o Reino Unido ter rejeitado o pedido do Equador de dar imunidade diplomática a Assange para que ele possa deixar a embaixada. Sem a imunidade, ele não pode sair da embaixada para ir para o Equador.
Assange pediu asilo depois que a Suécia tentou prendê-lo por conta de crimes sexuais. Apesar de a Suécia não estar mais em busca de sua extradição, Assange se nega a deixar a embaixada, já que teme que o Reino Unido o extradite para os Estados Unidos, onde enfrentaria acusações de envolvimento na divulgação de documentos secretos que, segundo os americanos, afetaram a segurança nacional.
As agências de inteligência americana concluíram que foram hackers russos – trabalhando para o Kremlin – os responsáveis pelas intrusões no sistema, mas Assange insiste que pelas regras do WikiLeaks, ele não sabia a fonte dos e-mails. Assange também nega ter trabalhaado para a Rússia ou para qualquer outro governo.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse que prender Assange é uma prioridade do país. Quando os procuradores suecos deixaram de tentar extraditá-lo no ano passado, não foi por considerá-lo inocente ou culpado, mas porque eles não viam esperança em fazê-lo deixar a embaixada. A polícia britânica, por sua vez, diz que Assange ainda é alvo de prisão por ter se recusado a se entregar às autoridades. Além disso, há uma grande chance de os Estados Unidos terem emitido um pedido de prisão secreto e um mandato de extradição pela ligação entre Assange e Chelsea Manning, que foi condenada por revelar segredos do Estado.
O anúncio do Equador vem dias depois da especulação de que o governo equatoriano estava tentando encontrar uma solução para Assange. A ministra de Relações Exteriores, María Fernanda Espinosa, disse na última terça-feira, 9, que o país estava a procura de um mediador que poderia negociar sua saída da embaixada.
Na última quarta-feira, 10, Assange postou uma foto sua com uma camisa de futebol do Equador, levantando a suspeita de cidadania. No mesmo dia, a Reuters revelou que seu nome estava entre os registros civis dos cidadãos equatorianos.
Na quinta-feira, 11, Espinosa disse que Assange solicitou a cidadania no dia 16 de setembro e que o documento foi concedido no dia 12 de dezembro. Espinosa também afirmou que o Equador pediu formalmente, no dia 20 de dezembro, que Assange recebesse o status diplomático. O Reino Unido, no entanto, negou o pedido no dia seguinte. Segundo Espinosa, a decisão de conceder cidadania a Assange foi feita depois de várias revisões cuidadosas sobre a Constituição do Equador e das leis internacionais.The New York Times

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