Búfalos ajudam a determinar quando o homem migrou para as Américas
Búfalo era a principal presa dos caçadores daquele período (Foto: Wikipedia)
Há 23 mil anos, o planeta enfrentou um período de frio extremo que precedeu o fim da última era glacial. Naquela época, um grande número de geleiras concentrava as águas, tornando os oceanos mais rasos. Essas geleiras criaram um cinturão que bloqueava o caminho entre o Alasca e a América do Norte.
Nessa época existia um continente, hoje engolido pelo mar, chamado Beringia, localizado onde atualmente fica o Estreito de Bering. Esse continente ligava a Sibéria ao Alasca. Porém, não era possível ir do Alasca para onde atualmente fica o Canadá, por causa do cinturão de geleiras.
Cerca de 10 mil anos depois, as geleiras começaram a derreter, abrindo um corredor na região com um grande corpo de água. Quando esse lago foi drenado por outras geleiras, animais e vegetação povoaram a região. Somente então foi possível para humanos suportar fazer a travessia do local.
Usando métodos de análise de DNA, uma equipe de cientistas desenvolveu formas de calcular a data exata que o corredor se tornou propício à travessia humana. A equipe foi liderada por Peter D. Heintzman e Beth Shapiro da Universidade da Califórnia. Ela selecionou o búfalo como meio ideal para analisar a data, visto que o animal era a principal presa dos caçadores daquele período.
Quando o Alasca foi separado da América do Norte pelas geleiras, a população de búfalos que vivia na região foi separada e passaram a desenvolver pequenas variações mitocondriais em seus DNAs, um elemento genético que sobrevive mesmo nos ossos mais antigos. Eles coletaram amostras de ossadas de búfalos pré-históricos no Alasca e procuraram búfalos com DNAs semelhante no continente norte-americano, o que indica que faziam parte da população que conseguiu atravessar após o fim do cinturão de gelo.
Em junho, os cientistas da equipe publicaram o estudo no Proceedings of the National Academy of Science com a conclusão de que o corredor estava completamente aberto há 13 mil anos, dando a oportunidade para travessia humana. “Nossa cronologia aponta que um corredor habitável e passível de ser atravessado foi gerado há 13 mil anos. Pouco antes da presença de nativos da cultura Clovis nas Américas”, disse o texto do estudo.
Os nativos da cultura Clovis foram os primeiro humanos pré-históricos que habitaram o continente americano. Segundo arqueólogos, a presença deles no continente data de 14.700 anos atrás. Porém, o estudo mostra nessa época, o cinturão de geleiras ainda existia. Isso abre duas possibilidades: ou os nativos da cultura Clovis chegaram ao continente americano de barco ou chegaram um pouco mais tarde do que o presumido em estudos anteriores.The New York Times
Há 23 mil anos, o planeta enfrentou um período de frio extremo que precedeu o fim da última era glacial. Naquela época, um grande número de geleiras concentrava as águas, tornando os oceanos mais rasos. Essas geleiras criaram um cinturão que bloqueava o caminho entre o Alasca e a América do Norte.
Nessa época existia um continente, hoje engolido pelo mar, chamado Beringia, localizado onde atualmente fica o Estreito de Bering. Esse continente ligava a Sibéria ao Alasca. Porém, não era possível ir do Alasca para onde atualmente fica o Canadá, por causa do cinturão de geleiras.
Cerca de 10 mil anos depois, as geleiras começaram a derreter, abrindo um corredor na região com um grande corpo de água. Quando esse lago foi drenado por outras geleiras, animais e vegetação povoaram a região. Somente então foi possível para humanos suportar fazer a travessia do local.
Usando métodos de análise de DNA, uma equipe de cientistas desenvolveu formas de calcular a data exata que o corredor se tornou propício à travessia humana. A equipe foi liderada por Peter D. Heintzman e Beth Shapiro da Universidade da Califórnia. Ela selecionou o búfalo como meio ideal para analisar a data, visto que o animal era a principal presa dos caçadores daquele período.
Quando o Alasca foi separado da América do Norte pelas geleiras, a população de búfalos que vivia na região foi separada e passaram a desenvolver pequenas variações mitocondriais em seus DNAs, um elemento genético que sobrevive mesmo nos ossos mais antigos. Eles coletaram amostras de ossadas de búfalos pré-históricos no Alasca e procuraram búfalos com DNAs semelhante no continente norte-americano, o que indica que faziam parte da população que conseguiu atravessar após o fim do cinturão de gelo.
Em junho, os cientistas da equipe publicaram o estudo no Proceedings of the National Academy of Science com a conclusão de que o corredor estava completamente aberto há 13 mil anos, dando a oportunidade para travessia humana. “Nossa cronologia aponta que um corredor habitável e passível de ser atravessado foi gerado há 13 mil anos. Pouco antes da presença de nativos da cultura Clovis nas Américas”, disse o texto do estudo.
Os nativos da cultura Clovis foram os primeiro humanos pré-históricos que habitaram o continente americano. Segundo arqueólogos, a presença deles no continente data de 14.700 anos atrás. Porém, o estudo mostra nessa época, o cinturão de geleiras ainda existia. Isso abre duas possibilidades: ou os nativos da cultura Clovis chegaram ao continente americano de barco ou chegaram um pouco mais tarde do que o presumido em estudos anteriores.The New York Times

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