Eleições 2016
Crise e nova regra reduzem pesquisas eleitorais
A crise econômica e as mudanças nas regras para as eleições deste ano já afetam o mercado de pesquisas eleitorais. O número de contratações dos institutos diminuiu e a expectativa é de que o faturamento seja pelo menos 30% inferior na comparação com as eleições municipais de 2012. No próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os dados revelam essa queda. Entre 1.º janeiro e 11 de agosto deste ano foram registradas 1.208 pesquisas, ante 1.816 no mesmo período em 2012, redução de 33,5%.
Não há registro do número de pesquisas nas eleições anteriores. Em um dos principais institutos do País, o Ibope, a projeção é de diminuição entre 20% e 25% do faturamento na parte eleitoral neste ano.
"Vendo as mudanças das regras e o encurtamento da campanha, já imaginei, ao montar o planejamento, que teríamos 25% menos de faturamento em relação a 2012. A incógnita é se vai ser pior ainda do que isso", disse Marcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência.
De acordo com ela, no mesmo período na eleição de 2012 havia mais projetos fechados e com mais rodadas de pesquisa. Agora, são menos projetos e as rodadas foram substituídas por pesquisas pontuais.
"Primeiro porque diminuiu o prazo da campanha. Segundo porque dificultou a arrecadação dos candidatos. Terceiro porque, independentemente disso, com a crise econômica a doação individual também fica mais difícil. Então já dá pra falar que vai ser menor (o faturamento)", afirmou Marcia.
Outro grande instituto de pesquisa, o Datafolha, prevê uma redução em 15% nas contratações neste ano em relação a 2012. Mas informa que isto advém mais da crise econômica do que das mudanças na legislação, tendo em vista que não trabalha para campanhas.
Para o diretor de pesquisa do Datafolha, Alessandro Janoni, as campanhas neste ano terão perfil diferente. "O principal impacto desse cenário sobre a eleição é que não haverá espaço para o erro nas campanhas. Institutos trabalharão para levantar dados que minimizem ao máximo problemas de comunicação e estratégias de persuasão. Investimentos serão racionalizados com base nos resultados das pesquisas e direcionados na busca por efetividade. Tudo isso concentrado em um número reduzido de levantamentos."
Legislação
A arrecadação das campanhas se tornou mais difícil porque o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a doação empresarial para as campanhas em 2015.
Já o tempo de campanha foi reduzido de 90 dias para 45 dias após a minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso.
Parlamentares também incluíram no texto a redução do horário eleitoral gratuito, chamado no jargão dos marqueteiros de "blocos de propaganda", e a ampliação das inserções de 30 segundos ao longo da programação. Antes, eram veiculados em dois períodos diários de 30 minutos. Agora serão dois de 10 minutos em rádio e televisão. As inserções passarão de 30 minutos para 70 minutos por dia. Estadão
A crise econômica e as mudanças nas regras para as eleições deste ano já afetam o mercado de pesquisas eleitorais. O número de contratações dos institutos diminuiu e a expectativa é de que o faturamento seja pelo menos 30% inferior na comparação com as eleições municipais de 2012. No próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os dados revelam essa queda. Entre 1.º janeiro e 11 de agosto deste ano foram registradas 1.208 pesquisas, ante 1.816 no mesmo período em 2012, redução de 33,5%.
Não há registro do número de pesquisas nas eleições anteriores. Em um dos principais institutos do País, o Ibope, a projeção é de diminuição entre 20% e 25% do faturamento na parte eleitoral neste ano.
"Vendo as mudanças das regras e o encurtamento da campanha, já imaginei, ao montar o planejamento, que teríamos 25% menos de faturamento em relação a 2012. A incógnita é se vai ser pior ainda do que isso", disse Marcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligência.
De acordo com ela, no mesmo período na eleição de 2012 havia mais projetos fechados e com mais rodadas de pesquisa. Agora, são menos projetos e as rodadas foram substituídas por pesquisas pontuais.
"Primeiro porque diminuiu o prazo da campanha. Segundo porque dificultou a arrecadação dos candidatos. Terceiro porque, independentemente disso, com a crise econômica a doação individual também fica mais difícil. Então já dá pra falar que vai ser menor (o faturamento)", afirmou Marcia.
Outro grande instituto de pesquisa, o Datafolha, prevê uma redução em 15% nas contratações neste ano em relação a 2012. Mas informa que isto advém mais da crise econômica do que das mudanças na legislação, tendo em vista que não trabalha para campanhas.
Para o diretor de pesquisa do Datafolha, Alessandro Janoni, as campanhas neste ano terão perfil diferente. "O principal impacto desse cenário sobre a eleição é que não haverá espaço para o erro nas campanhas. Institutos trabalharão para levantar dados que minimizem ao máximo problemas de comunicação e estratégias de persuasão. Investimentos serão racionalizados com base nos resultados das pesquisas e direcionados na busca por efetividade. Tudo isso concentrado em um número reduzido de levantamentos."
Legislação
A arrecadação das campanhas se tornou mais difícil porque o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a doação empresarial para as campanhas em 2015.
Já o tempo de campanha foi reduzido de 90 dias para 45 dias após a minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso.
Parlamentares também incluíram no texto a redução do horário eleitoral gratuito, chamado no jargão dos marqueteiros de "blocos de propaganda", e a ampliação das inserções de 30 segundos ao longo da programação. Antes, eram veiculados em dois períodos diários de 30 minutos. Agora serão dois de 10 minutos em rádio e televisão. As inserções passarão de 30 minutos para 70 minutos por dia. Estadão

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