ESTADOS UNIDOS - Empresa de maconha dos EUA quer operar em escala nacional

Na última terça-feira, 8, Califórnia, Massachussets, Maine e Nevada aprovaram o uso adulto (novo termo para uso recreativo) da maconha (Foto: Pixabay)

A maioria dos empreendedores sonha em expandir seus negócios para escala nacional. Os empreendedores do setor de maconha, nos Estados unidos, não são diferentes. No entanto, como seus produtos são ilegais diante das leis federais, eles têm que se limitar aos estados que permitem a venda. Um processo complicado, que constantemente vem mudando de regras.

A Dixie é uma companhia, fundada por Chuck Smith e Tripp Keber, em Denver, que criou bebidas e outros produtos à base de maconha. Eles querem ser um dos primeiros a construir uma presença nacional.

Na semana passada, Califórnia, Massachussets, Maine e Nevada aprovaram o uso adulto (novo termo para uso recreativo) da maconha. Flórida, Arkansas, North Dakota e Montana votaram pela legalização ou expansão do uso medicinal da maconha. No total, 28 estados e o Distrito de Columbia agora tem algum tipo de permissão para o uso.

Por conta de leis federais, um desafio para a expansão é que os produtos não podem passar as fronteiras dos estados. Ou seja, um brownie de maconha que foi feito em Oregon, por exemplo, não pode ser vendido em Washington, apesar de o produto ser legal nos dois lugares. Além disso, alguns estados exigem que o dono do negócio seja local. Para piorar, companhias de maconha não podem abrir contas bancárias, usar cartões de crédito e deduzir custos dos impostos federais. A norma é que as movimentações sejam feitas apenas por carros fortes.

Há dois anos, para expandir seus negócios para fora do estado, a dupla da Dixie teve um parceiro licenciado para produzir seus produtos na Califórnia. Depois de um ano, Smiths teve que encontrar uma maneira de trabalhar com diferentes regulamentações que diziam que os donos de companhias de maconha deveriam ser locais. Então, a resposta seria ter um parceiro local em cada estado para cultivar e processar a maconha, mas esse parceiro só poderia fazer isso para Dixie Brands, e apenas sob as instruções da companhia.

Cada novo lugar vai custar cerca de US$ 2 milhões, segundo Smith. Para financiar tudo isso, Smith disse que teve que conseguir vários investidores. Todos os outros materiais a não ser a maconha serão fornecidos pela Dixie. Parece que a Dixie realmente quer expandir os negócios.The New York Times

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