REFLEXOS DO TERRORISMO - França enfrenta um ano de severa crise no turismo
Taxa de hospedagem nos hotéis parisienses caiu 21% (Foto: Wikipedia)
A França enfrenta uma grave crise no setor de turismo este ano. Os franceses atribuem esse fato às greves e à crise econômica, mas o terrorismo foi apontado como o principal fator da crise.
Deveria ter sido um ótimo ano para o turismo francês. Afinal, como sede do Campeonato Europeu de Futebol (Euro), um evento importante que se realiza de quatro em quatro anos, a França teve uma chance perfeita de mostrar seu charme especial. Mas, ao contrário das expectativas, 2016 foi um desastre. As visitas ao destino turístico mais popular do mundo diminuíram mais de 8%, de acordo com Bloomberg, em comparação com o mesmo período em 2015. A taxa de hospedagem nos hotéis parisienses caiu 21%.
O Brexit não ajudou a incentivar o turismo. O Reino Unido é a segunda maior fonte de turistas que visitam a França. Com a queda da libra, a França ficou muito cara para os ingleses que atravessam o canal para comprar vinho barato e queijo Pont-l’Évêque. Em consequência, o turismo britânico diminuiu 4%.
Mas o terrorismo é o principal motivo da queda do turismo. Os terríveis atentados em Paris e Nice nos últimos 12 meses que mataram centenas de inocentes, além de outras atrocidades, assustaram, sobretudo, os asiáticos. Neste ano o número de turistas japoneses caiu quase 40% e o de chineses aproximadamente 23%.
A França pretende minimizar os efeitos do terrorismo com o aumento de segurança em suas atrações turísticas. Segundo a Reuters, o primeiro-ministro Manuel Valls destinará cerca de €43 milhões (US$48 milhões) para o pagamento de pessoal adicional e câmeras, assim como para ajudar os restaurantes e hotéis a reforçar a segurança privada.
No entanto, essas medidas precisarão ser adotadas com um equilíbrio bastante delicado. Um país com uma segurança visível muito forte tranquiliza seus habitantes e turistas, mas, ao mesmo tempo, é uma lembrança constante de um perigo iminente.The Economist
A França enfrenta uma grave crise no setor de turismo este ano. Os franceses atribuem esse fato às greves e à crise econômica, mas o terrorismo foi apontado como o principal fator da crise.
Deveria ter sido um ótimo ano para o turismo francês. Afinal, como sede do Campeonato Europeu de Futebol (Euro), um evento importante que se realiza de quatro em quatro anos, a França teve uma chance perfeita de mostrar seu charme especial. Mas, ao contrário das expectativas, 2016 foi um desastre. As visitas ao destino turístico mais popular do mundo diminuíram mais de 8%, de acordo com Bloomberg, em comparação com o mesmo período em 2015. A taxa de hospedagem nos hotéis parisienses caiu 21%.
O Brexit não ajudou a incentivar o turismo. O Reino Unido é a segunda maior fonte de turistas que visitam a França. Com a queda da libra, a França ficou muito cara para os ingleses que atravessam o canal para comprar vinho barato e queijo Pont-l’Évêque. Em consequência, o turismo britânico diminuiu 4%.
Mas o terrorismo é o principal motivo da queda do turismo. Os terríveis atentados em Paris e Nice nos últimos 12 meses que mataram centenas de inocentes, além de outras atrocidades, assustaram, sobretudo, os asiáticos. Neste ano o número de turistas japoneses caiu quase 40% e o de chineses aproximadamente 23%.
A França pretende minimizar os efeitos do terrorismo com o aumento de segurança em suas atrações turísticas. Segundo a Reuters, o primeiro-ministro Manuel Valls destinará cerca de €43 milhões (US$48 milhões) para o pagamento de pessoal adicional e câmeras, assim como para ajudar os restaurantes e hotéis a reforçar a segurança privada.
No entanto, essas medidas precisarão ser adotadas com um equilíbrio bastante delicado. Um país com uma segurança visível muito forte tranquiliza seus habitantes e turistas, mas, ao mesmo tempo, é uma lembrança constante de um perigo iminente.The Economist

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