AMAZÔNIA - ‘Tribunal flutuante’ leva justiça para fronteira brasileira
O projeto influenciou outros estados a adotarem iniciativas similares (Foto: Bàta Ceartais an Amasoin)
Uma espécie de tribunal flutuante está levando a lei para a fronteira brasileira da região amazônica. O Rei Benedito é um barco de três andares, que sai de Macapá para navegar pelo Rio Amazonas. Na região, a “justiça” da máfia continua a ser comum, e linchamentos são frequentes. Muitas vezes, a população ainda usa facões para resolver disputas.
Empunhando pistolas, oficiais de Justiça saem todas as manhãs numa lancha pequena em busca de pessoas suspeitas de cometer crimes. O primeiro alvo deles era Beyck Pantoja, de 35 anos, dono de uma boate. Talia de Paula, de 19 anos, é uma de suas cinco ex-esposas. Segundo ela, ele parou de pagar os R$30 por mês que dava de pensão para sua filha, Manuela. Ele, que usava um relógio de ouro, disse que a situação era “complicada”, já que tinha cinco filhos e que pagar pensão para cada um deles era impossível para seu orçamento. Um dos funcionários do tribunal disse: “francamente, você deveria parar de ter filhos”. O veredito foi que ele deveria honrar suas obrigações financeiras com a ex-mulher, caso contrário deveria ficar preso por três meses.
O tribunal flutuante começou na década de 1990. Desde então, outros estados brasileiros criaram projetos similares. Autoridades em outras partes do mundo, incluindo a parte rural do Paquistão e a reserva indígena Sioux do rio Cheyenne, em Dakota do Sul, já usaram ônibus como tribunais móveis.
Algumas pessoas, no entanto, não acham que o tribunal flutuante seja suficiente. “Eles buscam casos envolvendo pessoas humildes, mas e os casos de desmatamento ou corrupção? Não tem nenhum tribunal flutuante indo atrás disso”, diz Andreia Figueiredo, diretora de uma escola pública em Itamatatuba.The New York Times
Uma espécie de tribunal flutuante está levando a lei para a fronteira brasileira da região amazônica. O Rei Benedito é um barco de três andares, que sai de Macapá para navegar pelo Rio Amazonas. Na região, a “justiça” da máfia continua a ser comum, e linchamentos são frequentes. Muitas vezes, a população ainda usa facões para resolver disputas.
Empunhando pistolas, oficiais de Justiça saem todas as manhãs numa lancha pequena em busca de pessoas suspeitas de cometer crimes. O primeiro alvo deles era Beyck Pantoja, de 35 anos, dono de uma boate. Talia de Paula, de 19 anos, é uma de suas cinco ex-esposas. Segundo ela, ele parou de pagar os R$30 por mês que dava de pensão para sua filha, Manuela. Ele, que usava um relógio de ouro, disse que a situação era “complicada”, já que tinha cinco filhos e que pagar pensão para cada um deles era impossível para seu orçamento. Um dos funcionários do tribunal disse: “francamente, você deveria parar de ter filhos”. O veredito foi que ele deveria honrar suas obrigações financeiras com a ex-mulher, caso contrário deveria ficar preso por três meses.
O tribunal flutuante começou na década de 1990. Desde então, outros estados brasileiros criaram projetos similares. Autoridades em outras partes do mundo, incluindo a parte rural do Paquistão e a reserva indígena Sioux do rio Cheyenne, em Dakota do Sul, já usaram ônibus como tribunais móveis.
Algumas pessoas, no entanto, não acham que o tribunal flutuante seja suficiente. “Eles buscam casos envolvendo pessoas humildes, mas e os casos de desmatamento ou corrupção? Não tem nenhum tribunal flutuante indo atrás disso”, diz Andreia Figueiredo, diretora de uma escola pública em Itamatatuba.The New York Times

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