ENERGIA EÓLICA - Furnas toma calote de R$ 270 milhões e abandona projetos
Após não receber equipamentos, Furnas abandonou os projetos de usinas eólicas (Foto: Aluísio Moreira/SEI)
A estatal Furnas sofreu prejuízo de R$ 270 milhões após ter adiantado uma parte do pagamento para compra de equipamentos para usinas de energia eólica. Os equipamentos nunca foram entregues e a estatal foi obrigada a abandonar quatro projetos relacionados ao setor de energia.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os relatórios das empresas criadas para gerir quatro complexos de produção de energia eólica no Rio Grande do Norte e no Ceará apontam que foram assinados contratos para comprar turbinas da empresa argentina Impsa. O pagamento foi feito em 24 de julho de 2014, apenas 12 dias antes da empresa entrar em recuperação judicial.
Os quatro complexos – Punaú, Baleia, Fortim e Famosa I – teriam um investimento estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão e gerariam em torno de 400 MW de energia, o equivalente a 4% da capacidade instalada de energia eólica no Brasil. A previsão era que as usinas entrassem em funcionamento já em 2015.
Em fevereiro de 2014, a estatal chegou a admitir que adiantaria 20% do valor das turbinas para a companhia argentina. Entretanto, após entrar em recuperação judicial, a empresa não entregou os equipamentos e nem devolveu o dinheiro para a estatal. Furnas acionou o seguro dos quatro projetos, mas recuperou somente o dinheiro de um deles.
Questionada sobre o contrato com a empresa argentina, a estatal garantiu que fez cotações de preços no mercado e que a companhia tinha elevado grau de qualidade junto a empresas de classificação de risco. “Foram produzidos relatórios técnicos que confirmavam as condições da empresa para cumprimento dos contratos”, disse a estatal em nota.
No entanto, a Eletrobras, controladora de Furnas, admitiu que “faltaram controles” para esse tipo de investimento feito nas chamadas SPE (Sociedades de Propósito Específico), em que empresas são criadas para gerenciar projetos de construção de unidades ligadas ao setor elétrico. Entre 2012 e 2015, a Eletrobras acumulou R$ 31,1 bilhões em prejuízos com esse tipo de contrato.Folha de S. Paulo
A estatal Furnas sofreu prejuízo de R$ 270 milhões após ter adiantado uma parte do pagamento para compra de equipamentos para usinas de energia eólica. Os equipamentos nunca foram entregues e a estatal foi obrigada a abandonar quatro projetos relacionados ao setor de energia.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os relatórios das empresas criadas para gerir quatro complexos de produção de energia eólica no Rio Grande do Norte e no Ceará apontam que foram assinados contratos para comprar turbinas da empresa argentina Impsa. O pagamento foi feito em 24 de julho de 2014, apenas 12 dias antes da empresa entrar em recuperação judicial.
Os quatro complexos – Punaú, Baleia, Fortim e Famosa I – teriam um investimento estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão e gerariam em torno de 400 MW de energia, o equivalente a 4% da capacidade instalada de energia eólica no Brasil. A previsão era que as usinas entrassem em funcionamento já em 2015.
Em fevereiro de 2014, a estatal chegou a admitir que adiantaria 20% do valor das turbinas para a companhia argentina. Entretanto, após entrar em recuperação judicial, a empresa não entregou os equipamentos e nem devolveu o dinheiro para a estatal. Furnas acionou o seguro dos quatro projetos, mas recuperou somente o dinheiro de um deles.
Questionada sobre o contrato com a empresa argentina, a estatal garantiu que fez cotações de preços no mercado e que a companhia tinha elevado grau de qualidade junto a empresas de classificação de risco. “Foram produzidos relatórios técnicos que confirmavam as condições da empresa para cumprimento dos contratos”, disse a estatal em nota.
No entanto, a Eletrobras, controladora de Furnas, admitiu que “faltaram controles” para esse tipo de investimento feito nas chamadas SPE (Sociedades de Propósito Específico), em que empresas são criadas para gerenciar projetos de construção de unidades ligadas ao setor elétrico. Entre 2012 e 2015, a Eletrobras acumulou R$ 31,1 bilhões em prejuízos com esse tipo de contrato.Folha de S. Paulo

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