'EXÉRCITO EUROPEU'
UE inicia a criação de forças armadas conjuntas
Acordo visa reduzir a dependência europeia do apoio militar dos EUA (Foto: EurActiv)
Chefes de Estado de 25 dos 28 países-membros da União Europeia (UE) reunidos em Bruxelas ratificaram na última quinta-feira, 14, um acordo de defesa que permitirá a criação de forças armadas conjuntas.
Batizada de Cooperação Estruturada Permanente (Pesco, na sigla em inglês), o projeto é mais um passo na integração do bloco, após o euro, o mercado interno e o Acordo de Schengen (que permitiu a livre circulação de pessoas entre os países do bloco). Os únicos países que não participarão do acordo são Reino Unido, que caminha para deixar o bloco, Dinamarca e Malta.
“Mais de meio século atrás, foi criada a visão ambiciosa de uma Comunidade Europeia de Defesa, mas o que faltava era a união e a coragem para implementá-la. O sonho estava em desacordo com a realidade. Hoje, esse sonho se torna realidade”, disse Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, ressaltando tratar-se de “más notícias para os inimigos”.
Para alguns analistas, o “exército europeu” visa reduzir a dependência da UE do apoio militar dos Estados Unidos. A criação da Pesco já havia sido determinada em 2007, quando foi assinado o Tratado de Lisboa, mas desde então nunca saiu do papel.
No ano passado, o acordo ganhou novo impulso após os britânicos aprovarem o Brexit. Isso porque o Reino Unido travou durante muito tempo a implementação de medidas para maior cooperação entre exércitos de países-membros da UE. Logo, a saída do país simplificará o trâmite do acordo de cooperação.
Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, trata-se de um “progresso concreto”. Tal opinião é compartilhada pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que afirmou na reunião que a Pesco tornaria a UE mais ágil no exterior, além de dar apoio à Otan.
Além da saída do Reino Unido, outro fator que contribuiu para a aceleração do processo foi a eleição de Donald Trump nos EUA. Líderes europeus vêm expressando preocupação em relação às propostas de Trump para a Otan, duramente criticada por ele durante a campanha presidencial. Em novembro, dias após a vitória de Trump, líderes da UE se reuniram em Bruxelas ainda abalados pelo resultado do pleito, que criou uma nuvem de incerteza sobre a Otan.
A Otan apoia a criação da Pesco, o que representa uma mudança de postura em relação às críticas da organização em tentativas anteriores de criar uma força conjunta europeia. Em uma ocasião, o ex-chefe da Otan Anders Fogh Rasmussen chegou a dizer que um exército europeu seria um “tigre de papel”.
Agora, o principal ponto em questão é definir como a Otan e a Pesco podem operar sem que haja conflito de objetivos entre ambas ou resulte na duplicação do poder da Otan.
“Deve haver coerência entre os desenvolvimentos da capacidade da Otan e da União Europeia. Não podemos arriscar que surjam requisitos conflitantes entre UE e Otan para as mesmas nações”, disse o secretário-geral da ONU, Jens Stoltenberg, que também participou da reunião em Bruxelas.Conselho Europeu
Acordo visa reduzir a dependência europeia do apoio militar dos EUA (Foto: EurActiv)
Chefes de Estado de 25 dos 28 países-membros da União Europeia (UE) reunidos em Bruxelas ratificaram na última quinta-feira, 14, um acordo de defesa que permitirá a criação de forças armadas conjuntas.
Batizada de Cooperação Estruturada Permanente (Pesco, na sigla em inglês), o projeto é mais um passo na integração do bloco, após o euro, o mercado interno e o Acordo de Schengen (que permitiu a livre circulação de pessoas entre os países do bloco). Os únicos países que não participarão do acordo são Reino Unido, que caminha para deixar o bloco, Dinamarca e Malta.
“Mais de meio século atrás, foi criada a visão ambiciosa de uma Comunidade Europeia de Defesa, mas o que faltava era a união e a coragem para implementá-la. O sonho estava em desacordo com a realidade. Hoje, esse sonho se torna realidade”, disse Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, ressaltando tratar-se de “más notícias para os inimigos”.
Para alguns analistas, o “exército europeu” visa reduzir a dependência da UE do apoio militar dos Estados Unidos. A criação da Pesco já havia sido determinada em 2007, quando foi assinado o Tratado de Lisboa, mas desde então nunca saiu do papel.
No ano passado, o acordo ganhou novo impulso após os britânicos aprovarem o Brexit. Isso porque o Reino Unido travou durante muito tempo a implementação de medidas para maior cooperação entre exércitos de países-membros da UE. Logo, a saída do país simplificará o trâmite do acordo de cooperação.
Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, trata-se de um “progresso concreto”. Tal opinião é compartilhada pelo primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que afirmou na reunião que a Pesco tornaria a UE mais ágil no exterior, além de dar apoio à Otan.
Além da saída do Reino Unido, outro fator que contribuiu para a aceleração do processo foi a eleição de Donald Trump nos EUA. Líderes europeus vêm expressando preocupação em relação às propostas de Trump para a Otan, duramente criticada por ele durante a campanha presidencial. Em novembro, dias após a vitória de Trump, líderes da UE se reuniram em Bruxelas ainda abalados pelo resultado do pleito, que criou uma nuvem de incerteza sobre a Otan.
A Otan apoia a criação da Pesco, o que representa uma mudança de postura em relação às críticas da organização em tentativas anteriores de criar uma força conjunta europeia. Em uma ocasião, o ex-chefe da Otan Anders Fogh Rasmussen chegou a dizer que um exército europeu seria um “tigre de papel”.
Agora, o principal ponto em questão é definir como a Otan e a Pesco podem operar sem que haja conflito de objetivos entre ambas ou resulte na duplicação do poder da Otan.
“Deve haver coerência entre os desenvolvimentos da capacidade da Otan e da União Europeia. Não podemos arriscar que surjam requisitos conflitantes entre UE e Otan para as mesmas nações”, disse o secretário-geral da ONU, Jens Stoltenberg, que também participou da reunião em Bruxelas.Conselho Europeu

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