PERU MINISTRO
Ministro peruano renuncia em meio a escândalo da Odebrecht
Carlos Basombrío enviou carta de renúncia ao presidente Pedro Pablo Kuczynski (Foto: Flickr/Comunicaciones Congreso)
O ministro do Interior do Peru, Carlos Basombrío, apresentou sua renúncia no último domingo, 17, em pleno momento que o governo do país é abalado pela acusação de vínculos ilegais entre a Odebrecht e o presidente Pedro Pablo Kuczynski. Os vínculos seriam referentes a um suposto esquema de cobrança ilegal de verba em troca de facilitação de contratos com a empreiteira.
Na semana passada, a Odebrecht brasileira revelou que o Congresso peruano transferiu cerca de US$ 4,8 milhões a duas consultorias vinculadas ao presidente Pedro Pablo Kuczynski entre 2004 e 2013.
A Westfield Capital, empresa de Kuczynski, recebeu US$ 782 mil da Odebrecht entre 2004 e 2007, incluindo US$ 60 mil nos anos em que ele foi ministro da Economia e primeiro-ministro do governo de Alejandro Toledo (2001-2006). Segundo a Odebrecht, todos os pagamentos foram feitos na legalidade e Kuczynski não participou.
O presidente disse que Basombrío está muito preocupado e que apesar de ter recebido sua carta de renúncia, ele não iria aceitá-la. “Espero poder convencê-lo a ficar”, disse Kuczynski.
Kuczynski corre o risco de perder a presidência do Peru. Na próxima quinta-feira, 21, o Congresso vai votar um pedido pela sua destituição por incapacidade moral. A suspeita é que ele tivesse ligação com um esquema de propina em troca de facilitação de contratos.
O presidente se desculpou por não ter explicado bem seus vínculos com a Odebrecht, mas negou que tenha gerenciado negócios para a empreiteira brasileira. Segundo Kuczynski, enquanto era ministro, todos os negócios foram realizados por um sócio.O Globo
Carlos Basombrío enviou carta de renúncia ao presidente Pedro Pablo Kuczynski (Foto: Flickr/Comunicaciones Congreso)
O ministro do Interior do Peru, Carlos Basombrío, apresentou sua renúncia no último domingo, 17, em pleno momento que o governo do país é abalado pela acusação de vínculos ilegais entre a Odebrecht e o presidente Pedro Pablo Kuczynski. Os vínculos seriam referentes a um suposto esquema de cobrança ilegal de verba em troca de facilitação de contratos com a empreiteira.
Na semana passada, a Odebrecht brasileira revelou que o Congresso peruano transferiu cerca de US$ 4,8 milhões a duas consultorias vinculadas ao presidente Pedro Pablo Kuczynski entre 2004 e 2013.
A Westfield Capital, empresa de Kuczynski, recebeu US$ 782 mil da Odebrecht entre 2004 e 2007, incluindo US$ 60 mil nos anos em que ele foi ministro da Economia e primeiro-ministro do governo de Alejandro Toledo (2001-2006). Segundo a Odebrecht, todos os pagamentos foram feitos na legalidade e Kuczynski não participou.
O presidente disse que Basombrío está muito preocupado e que apesar de ter recebido sua carta de renúncia, ele não iria aceitá-la. “Espero poder convencê-lo a ficar”, disse Kuczynski.
Kuczynski corre o risco de perder a presidência do Peru. Na próxima quinta-feira, 21, o Congresso vai votar um pedido pela sua destituição por incapacidade moral. A suspeita é que ele tivesse ligação com um esquema de propina em troca de facilitação de contratos.
O presidente se desculpou por não ter explicado bem seus vínculos com a Odebrecht, mas negou que tenha gerenciado negócios para a empreiteira brasileira. Segundo Kuczynski, enquanto era ministro, todos os negócios foram realizados por um sócio.O Globo

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