Dirceu e Vaccari propõem acordo de ‘leniência partidária’ para o PT
Dirceu e Vaccari estão presos desde agosto e abril do ano passado, respectivamente (Fonte: Reprodução/Montagem/Agência Brasil)
O ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, presos no âmbito da Operação Lava Jato desde agosto e abril de 2015, respectivamente, querem que a sigla faça um acordo de “leniência partidária”. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
A ideia teria partido de Dirceu, segundo pessoas que estiveram no último mês com o ex-ministro e com Vaccari, e já teria sido apresentada a pelo menos dois deputados do PT e a dois advogados, que, por sua vez, confirmaram ao jornal terem abordado o tema com os petistas.
Em entrevista à Folha, o advogado de Dirceu, Roberto Podval, afirmou que não sabe se foi o ex-ministro que “pensou nisso, mas ele defende. Pensamos nessa possibilidade e em outras. A ideia é passar uma régua na história do PT, assumir a culpa e fazer com que isso se reflita nas pessoas físicas”.
O acordo seguiria o modelo de leniência feito por empresas, quando elas assumem crimes e são obrigadas a pagar multas. Com isso, ainda podem manter contratos com o governo e seus executivos também podem aderir ao acordo, com diminuição de pena e até mesmo perdão judicial.
Pessoas envolvidas no debate afirmaram ao jornal que a proposta teria o objetivo de incluir, além do PT, todas as siglas comprometidas na Operação Lava Jato.
Com o acordo, os políticos envolvidos nos crimes que seriam assumidos por cada partido receberiam benefícios, como redução de penas.
Até agora, no entanto, o PT nega todas as irregularidades. A proposta de acordo de “leniência partidária” não é consenso entre petistas.
Procurado pela Folha, o advogado de Vaccari, Luiz Flávio D’Urso, disse que nunca discutiu o assunto com ex-tesoureiro do PT. Já o presidente do PT, Rui Falcão, não se manifestou.
Questionados pelo jornal, procuradores da Lava Jato disseram que não há espaço para a negociação de acordos de leniência com os partidos políticos.
Dirceu é acusado de formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Vaccari é acusado de corrupção, lavagem e associação criminosa.Folha de S.Paulo
O ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, presos no âmbito da Operação Lava Jato desde agosto e abril de 2015, respectivamente, querem que a sigla faça um acordo de “leniência partidária”. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
A ideia teria partido de Dirceu, segundo pessoas que estiveram no último mês com o ex-ministro e com Vaccari, e já teria sido apresentada a pelo menos dois deputados do PT e a dois advogados, que, por sua vez, confirmaram ao jornal terem abordado o tema com os petistas.
Em entrevista à Folha, o advogado de Dirceu, Roberto Podval, afirmou que não sabe se foi o ex-ministro que “pensou nisso, mas ele defende. Pensamos nessa possibilidade e em outras. A ideia é passar uma régua na história do PT, assumir a culpa e fazer com que isso se reflita nas pessoas físicas”.
O acordo seguiria o modelo de leniência feito por empresas, quando elas assumem crimes e são obrigadas a pagar multas. Com isso, ainda podem manter contratos com o governo e seus executivos também podem aderir ao acordo, com diminuição de pena e até mesmo perdão judicial.
Pessoas envolvidas no debate afirmaram ao jornal que a proposta teria o objetivo de incluir, além do PT, todas as siglas comprometidas na Operação Lava Jato.
Com o acordo, os políticos envolvidos nos crimes que seriam assumidos por cada partido receberiam benefícios, como redução de penas.
Até agora, no entanto, o PT nega todas as irregularidades. A proposta de acordo de “leniência partidária” não é consenso entre petistas.
Procurado pela Folha, o advogado de Vaccari, Luiz Flávio D’Urso, disse que nunca discutiu o assunto com ex-tesoureiro do PT. Já o presidente do PT, Rui Falcão, não se manifestou.
Questionados pelo jornal, procuradores da Lava Jato disseram que não há espaço para a negociação de acordos de leniência com os partidos políticos.
Dirceu é acusado de formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Vaccari é acusado de corrupção, lavagem e associação criminosa.Folha de S.Paulo

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