Em protesto, grupo distribui cartazes com endereço de legista da ditadura
Cerca de 100 manifestantes fizeram um protesto em São Paulo neste sábado, 7, pela punição do médico legista Harry Shibata, acusado de ter forjado atestados de óbito para acobertar torturas e assassinatos no período da ditadura militar. O grupo pintou a palavra "assassino" no muro da casa em que ele supostamente vive, em Alto de Pinheiros, e distribuiu panfletos aos vizinhos indicando o endereço do imóvel.
Os manifestantes fizeram uma passeata pela região neste sábado, dedicado ao dia do médico legista, na região e colaram cartazes em que acusam Shibata de acobertar os crimes. Ele é apontado como o responsável por atestar o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, que morreu em outubro de 1975 no DOI-Codi.
O grupo pede a apuração dos crimes da ditadura pela Comissão da Verdade e a punição de torturadores. Os manifestantes afirmavam ainda que pretendem "alertar" os vizinhos de Shibata sobre seu envolvimento com os crimes. "A grande chave da impunidade é que esses criminosos se passam por bons cidadãos sem que ninguém saiba o que fizeram", disse o produtor N.B., um dos organizadores do protesto. Não houve conflitos e a polícia não foi chamada. Shibata não se manifestou.Estadão
FORÇAS ARMADAS
Imagem das Forças Armadas piora, mas segue como a mais confiável aos brasileiros, diz pesquisa © Bruno Kelly/Reuters As Forças Armadas seguem sendo a instituição mais confiável aos olhos dos brasileiros, mas o índice de desconfiança em relação à corporação está em tendência de alta desde 2017, início da série histórica. É o que revela pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira, 17. O levantamento questionou 2.002 pessoas entre os dias 12 e 13 de dezembro sobre o grau de confiança nos Três Poderes, no Ministério Público, na imprensa, nos partidos políticos e nas grandes empresas do País. Entre todas as instituições avaliadas,as Forças Armadas obtiveram o maior índice de entrevistados que afirmam "confiarem muito" nos fardados,com 34%.São 24% os que dizem "não confiar" no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. São 40% os que "confiam um pouco" nos militares e 2% não souberam responder. Em relação ao levantamento anterior, de 21 de março...

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