Maconha na Inglaterra: barato legal


Maconha é tolerada e, talvez como resultado, menos charmosa (Reprodução/Internet)

Seja com o auxílio da última tecnologia agrônoma ou não, a produção de cannabis, a planta que produz a maconha, alçou voo na Inglaterra. Birmingham já tem 58 lojas hidropônicas, em comparação a 42 há somente um ano. De acordo com a Associação de Chefes de Polícia, o número de unidades produtoras de cannabis detectadas aumentou de 800 em 2004 para 7 mil em 2010. Birmingham é uma das áreas mais férteis.

Pequenos agricultores estão expulsando do mercado tanto os importadores quanto as bem conectadas gangues, em geral vietnamitas, que outrora dominaram a produção doméstica. A polícia e os tribunais não conseguem, nem estão desesperadamente dispostos a lidar com a disparada na produção em pequena escala. No ano passado, o governo publicou novas diretrizes de sentenças que aconselham juízes a tratar pequenos cultivadores com menos rigidez.

A atitude em relação aos fumantes está também sendo amenizada. A reclassificação da maconha, em 2009, da classe C para a mais rigorosa classe B foi estranhamente acompanhada de uma abordagem mais liberal nas políticas públicas que lidam com o consumo. Usuários pegos fumando na rua raramente são presos; ao invés, tomam uma “advertência por uso de cannabis” (uma reprimenda que não consta na ficha criminal) ou têm que pagar uma multa. Estranhamente, esta abordagem mais relaxada não está encorajando as pessoas a começar a fumar maconha.

De acordo com o Centro Europeu de Monitoração das Drogas e Dependência Química, a proporção de pessoas que admitem já ter usado maconha na Inglaterra caiu mais rapidamente do que em qualquer outro país europeu ao longo dos últimos anos. Apenas 6,8% dos adultos disseram a outra pesquisa que usaram a erva em 2010, uma diminuição em relação aos 10,9% de oito anos atrás. Hoje em dia, a maconha é onipresente e efetivamente tolerada – e, talvez como resultado, menos charmosa.

The Economist

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