Guerra Civil Espanhola

Livro aborda dimensão da tragédia da Guerra Civil Espanhola
A Guerra Civil Espanhola e sua sequência repressiva, após a vitória do General Francisco Franco, foi um conflito particularmente selvagem. Mas é um exagero descrever este evento como um holocausto, como Paul Preston faz em seu último livro The Spanish Holocaust: Inquisition and Extermination in Twentieth-Century Spain. Seu título provocativo causou alvoroço ao ser lançado na Espanha no ano passado, uma vez que os horrores do país empalidecem face à magnitude do holocausto nazista. Preston, professor emérito da London School of Economics e destacado historiador da Espanha do século XX, argumenta que nenhuma outra palavra expressa com precisão a totalidade da tragédia espanhola, que incluiu uma face antissemita. Felizmente, seu julgamento é mais afiado no recheio do que na capa do livro. Preston estima em 200 mil o número de mortos em batalhas após os militares Nacionalistas terem se rebelado contra o governo democraticamente eleito dos Republicanos em 1936. Ele conta mais 150 mil assassinatos perpetrados por nacionalistas de direita – além de mais 20 mil após o fim da guerra civil em 1939 – com 50 mil assassinatos adicionais em áreas dominadas por Republicanos. O livro baseia-se majoritariamente em fontes secundárias. Vítimas na zona Republicana eram documentadas pela investigação estatal iniciada em 1940. Mas a verdadeira escala das atrocidades cometidas do outro lado só veio à luz recentemente, numa enxurrada de livros e exumações de túmulos coletivos. Ainda assim a década passada viu vários grupos, frequentemente liderados por parentes de vítimas republicanas, tirarem a poeira do passado – muitas vezes literalmente. “O Holocausto Espanhol” é uma história convincente de um período negro da história. Seria uma pena se o título duvidoso espantasse os leitores. The Economist

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