CRISE VENEZUELANA
Casos de malária na Venezuela ultrapassam 1 milhão
Segundo últimos dados da OMS, 406 mil venezuelanos foram infectados em 2017 (Foto: Max Pixel)
Os novos casos de malária na Venezuela ultrapassam 1 milhão, segundo cientistas venezuelanos. Ademais, mais da metade das 16 milhões de pessoas que vivem no país estariam em risco, devido à crise humanitária.
A doutora Adriana Tami, da Universidade de Caraboro, em Valencia, na Venezuela, apresentou, na última terça-feira, 16, um relatório sobre a situação da Saúde no país. Os dados, elaborados por uma rede internacional de cientistas, foram revelados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas (ECCMID), que ocorre na Holanda.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos da malária na Venezuela passou de 240.613, em 2016, para 406 mil, em 2017. Agora, os cientistas alegam que a doença já atinge mais de 1 milhão de pessoas, segundo projeções. De acordo com a OMS, em números referentes a 2017, o país contava com 53% dos 773,5 mil novos casos de malária no continente americano.
“A Venezuela foi o primeiro país certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por erradicar a malária da maior parte do território, mas agora, no século XXI, vemos que voltamos de 40 a 60 anos atrás, observando que a malária volta a existir na maior parte do território”, destacou Tami.
O aumento de casos de malária na Venezuela também expõe países da região, como Brasil, Colômbia e Peru, ao risco de contágio. Isso porque, devido à crise humanitária venezuelana, muitas pessoas têm deixado o país, migrando para outros lugares.
De acordo com a professora María Eugenia Grillet, do Laboratório de Biologia de Vetores e Parasitas na Universidade Central da Venezuela, o fato do governo de Nicolás Maduro não reconhecer a crise apenas dificulta a resolução da situação. Segundo a professora, um programa de controle de malária foi “desmantelado pouco a pouco desde 2012”, o que fez com que a incidência da doença aumentasse.EFE
Segundo últimos dados da OMS, 406 mil venezuelanos foram infectados em 2017 (Foto: Max Pixel)
Os novos casos de malária na Venezuela ultrapassam 1 milhão, segundo cientistas venezuelanos. Ademais, mais da metade das 16 milhões de pessoas que vivem no país estariam em risco, devido à crise humanitária.
A doutora Adriana Tami, da Universidade de Caraboro, em Valencia, na Venezuela, apresentou, na última terça-feira, 16, um relatório sobre a situação da Saúde no país. Os dados, elaborados por uma rede internacional de cientistas, foram revelados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas (ECCMID), que ocorre na Holanda.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos da malária na Venezuela passou de 240.613, em 2016, para 406 mil, em 2017. Agora, os cientistas alegam que a doença já atinge mais de 1 milhão de pessoas, segundo projeções. De acordo com a OMS, em números referentes a 2017, o país contava com 53% dos 773,5 mil novos casos de malária no continente americano.
“A Venezuela foi o primeiro país certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por erradicar a malária da maior parte do território, mas agora, no século XXI, vemos que voltamos de 40 a 60 anos atrás, observando que a malária volta a existir na maior parte do território”, destacou Tami.
O aumento de casos de malária na Venezuela também expõe países da região, como Brasil, Colômbia e Peru, ao risco de contágio. Isso porque, devido à crise humanitária venezuelana, muitas pessoas têm deixado o país, migrando para outros lugares.
De acordo com a professora María Eugenia Grillet, do Laboratório de Biologia de Vetores e Parasitas na Universidade Central da Venezuela, o fato do governo de Nicolás Maduro não reconhecer a crise apenas dificulta a resolução da situação. Segundo a professora, um programa de controle de malária foi “desmantelado pouco a pouco desde 2012”, o que fez com que a incidência da doença aumentasse.EFE

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