UMA PRAGA CHAMADA TERRORISMO
Explosões no Sri Lanka deixam mais de 200 mortos
Pelo menos 450 pessoas ficaram feridas (Foto:St.Sebastian's Church, Katuwapitiya, Negombo, Sri Lanka/Facebook)
Explosões em diferentes lugares no Sri Lanka, incluindo três igrejas e quatro hotéis, deixaram, pelo menos, 207 mortos na manhã deste domingo, 21. As explosões começaram por volta das 8h45 (horário local, 0h15 de Brasília). Pelo menos 450 pessoas ficaram feridas. O número de mortos ainda pode subir.
Imagens postadas nas redes sociais revelam a tragédia. Nenhum grupo reivindicou o ataque até o momento. Como medida de segurança, as autoridades do Sri Lanka estabeleceram um toque de recolher das 18h deste domingo até às 6h da próxima segunda-feira, 22, além de bloquearem as redes sociais no país para evitar a disseminação de notícias falsas.
Pelo menos cinco das sete explosões aconteceram em Colombo, na capital do país. O pior dos ataques ocorreu na igreja de St. Sebastian, em Negombo, ao norte da capital, deixando, pelo menos, 67 mortos. A sétima explosão foi relatada posteriormente, em um hotel em Dehiwala, ao sul de Colombo, próximo a um zoológico. As explosões nos templos religiosos ocorreram durante a missa de celebração da Páscoa. Várias igrejas cancelaram os cultos devido a isso.
De acordo com o ministro das Reformas Econômicas e Distribuição Pública do Sri Lanka, Harsha de Silva, pelo menos 30 estrangeiros estariam entre os mortos. O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, afirmou que sete pessoas foram presas, segundo relatou Silva.
Apesar de nenhum grupo terrorista ter reivindicado o ataque até o momento, a polícia afirmou que os atentados parecem ter sido coordenados. Um assessor presidencial afirmou que as investigações apontam para homens-bomba, segundo noticiou o New York Times.
O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, está em uma viagem no exterior. Por isso, a situação está sendo coordenada pelo primeiro-ministro do país, Ranil Wickremesinghe. Pelas redes sociais, o premiê pediu para que os cidadãos tomem cuidado com as informações compartilhadas.
“Eu condeno fortemente os ataques covardes ao nosso povo hoje. Apelo a todos os cidadãos durante este momento trágico para permanecerem unidos e fortes. Por favor, evite propagar relatórios não verificados e especulações. O governo está a tomar medidas imediatas para conter esta situação”, escreveu.
O Sri Lanka enfrentou décadas de guerra civil, que só terminou em 2009. Desde então, apesar de problemas como atentados isolados e instabilidade política, nada tão grave havia sido registrado.
Solidariedade mundial
No feriado de Páscoa, data em que muitas pessoas estão com as famílias, o ataque no Sri Lanka deixou inúmeros mortos. O atentado despertou a solidariedade mundial, com líderes rapidamente se manifestando e prestando às condolências à população do país.
“Recebi com tristeza e dor a notícia dos graves atentados que, precisamente hoje, no dia da Páscoa, levaram luto e dor a algumas igrejas e outros locais de encontro no Sri Lanka. Desejo manifestar minha afeição proximidade à comunidade cristã, atingida enquanto estava reunida em oração e a todas as vítimas dessa violência cruel. Confio ao Senhor os que faleceram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste acontecimento dramático”, lamentou o Papa Francisco.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu as “sinceras condolências” ao Sri Lanka e garantiu que o país está pronto para ajudar. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pediu união para garantir que ninguém tenha medo de praticar a sua fé.
O presidente da França, Emmanuel Macron, que viu a Catedral de Notre-Dame ser destruída pelas chamas na última semana, também prestou condolências ao povo do Sri Lanka, lamentando os “ataques terroristas” executados contra as igrejas e hotéis.
Pelas redes sociais, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, também lamentou os atentados no Sri Lanka. Classificando o ato como “extremismo”, o chefe de Estado relembrou que o Domingo de Páscoa celebra a “Ressurreição de Cristo”.
“Mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!”, escreveu Bolsonaro.The New York Times
Pelo menos 450 pessoas ficaram feridas (Foto:St.Sebastian's Church, Katuwapitiya, Negombo, Sri Lanka/Facebook)
Explosões em diferentes lugares no Sri Lanka, incluindo três igrejas e quatro hotéis, deixaram, pelo menos, 207 mortos na manhã deste domingo, 21. As explosões começaram por volta das 8h45 (horário local, 0h15 de Brasília). Pelo menos 450 pessoas ficaram feridas. O número de mortos ainda pode subir.
Imagens postadas nas redes sociais revelam a tragédia. Nenhum grupo reivindicou o ataque até o momento. Como medida de segurança, as autoridades do Sri Lanka estabeleceram um toque de recolher das 18h deste domingo até às 6h da próxima segunda-feira, 22, além de bloquearem as redes sociais no país para evitar a disseminação de notícias falsas.
Pelo menos cinco das sete explosões aconteceram em Colombo, na capital do país. O pior dos ataques ocorreu na igreja de St. Sebastian, em Negombo, ao norte da capital, deixando, pelo menos, 67 mortos. A sétima explosão foi relatada posteriormente, em um hotel em Dehiwala, ao sul de Colombo, próximo a um zoológico. As explosões nos templos religiosos ocorreram durante a missa de celebração da Páscoa. Várias igrejas cancelaram os cultos devido a isso.
De acordo com o ministro das Reformas Econômicas e Distribuição Pública do Sri Lanka, Harsha de Silva, pelo menos 30 estrangeiros estariam entre os mortos. O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, afirmou que sete pessoas foram presas, segundo relatou Silva.
Apesar de nenhum grupo terrorista ter reivindicado o ataque até o momento, a polícia afirmou que os atentados parecem ter sido coordenados. Um assessor presidencial afirmou que as investigações apontam para homens-bomba, segundo noticiou o New York Times.
O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, está em uma viagem no exterior. Por isso, a situação está sendo coordenada pelo primeiro-ministro do país, Ranil Wickremesinghe. Pelas redes sociais, o premiê pediu para que os cidadãos tomem cuidado com as informações compartilhadas.
“Eu condeno fortemente os ataques covardes ao nosso povo hoje. Apelo a todos os cidadãos durante este momento trágico para permanecerem unidos e fortes. Por favor, evite propagar relatórios não verificados e especulações. O governo está a tomar medidas imediatas para conter esta situação”, escreveu.
O Sri Lanka enfrentou décadas de guerra civil, que só terminou em 2009. Desde então, apesar de problemas como atentados isolados e instabilidade política, nada tão grave havia sido registrado.
Solidariedade mundial
No feriado de Páscoa, data em que muitas pessoas estão com as famílias, o ataque no Sri Lanka deixou inúmeros mortos. O atentado despertou a solidariedade mundial, com líderes rapidamente se manifestando e prestando às condolências à população do país.
“Recebi com tristeza e dor a notícia dos graves atentados que, precisamente hoje, no dia da Páscoa, levaram luto e dor a algumas igrejas e outros locais de encontro no Sri Lanka. Desejo manifestar minha afeição proximidade à comunidade cristã, atingida enquanto estava reunida em oração e a todas as vítimas dessa violência cruel. Confio ao Senhor os que faleceram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste acontecimento dramático”, lamentou o Papa Francisco.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu as “sinceras condolências” ao Sri Lanka e garantiu que o país está pronto para ajudar. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pediu união para garantir que ninguém tenha medo de praticar a sua fé.
O presidente da França, Emmanuel Macron, que viu a Catedral de Notre-Dame ser destruída pelas chamas na última semana, também prestou condolências ao povo do Sri Lanka, lamentando os “ataques terroristas” executados contra as igrejas e hotéis.
Pelas redes sociais, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, também lamentou os atentados no Sri Lanka. Classificando o ato como “extremismo”, o chefe de Estado relembrou que o Domingo de Páscoa celebra a “Ressurreição de Cristo”.
“Mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!”, escreveu Bolsonaro.The New York Times

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